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Agricultores dos EUA culpam Brasil pelo fracasso de Cancún

A indústria norte-americana de soja manifestou hoje seu "desapontamento" pelo fracasso da 5ª reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), concluída no domingo, em Cancún. "O que estamos vendo nas negociações é um grupo de países em desenvolvimento, liderados pelo Brasil, fazendo demandas de mão única, mas recusando a colocar suas próprias políticas na mesa", afirmou Ron Heck, fazendeiro em Iowa e presidente da Associação Americana da Soja (ASA). ?Se o Brasil e esses outros países continuarem inflexíveis em abrir seus próprios mercados e disciplinar seus subsídios, as negociações da OMC virão despenhadeiro abaixo e o Brasil será responsável por empurrá-las", afirmou Heck, numa declaração divulgada pela ASA em Saint Louis, Missouri. O departamento de Agricultura dos EUA (USDA) constatou, num estudo concluído no mês passado, que a rápida expansão da produção de soja no Brasil nos últimos anos é resultado dos efeitos da desvalorização da moeda e da política de crédito agrícola brasileira, que, assinalou, é compatível com as obrigações do País junto à OMC. A ofensiva do presidente da ASA sugere que o lobby da soja e seus aliados no Congresso americano tentarão fazer do Brasil seu bode expiatório das negociações sobre a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e usarão a suposta prática de subsídios agrícolas no País para justificar a manutenção dos bilionários pagamentos garantidos sob a Farm Bill, a lei agrícola americana de 2002. Em entrevista à Agência Estado, semana passada, Heck informou que recebe US$ 14 do governo federal por cada acre de soja que planta. Mas argumentou que, como paga proprocionalmente mais em tributo municipal sobre a sua propriedade (que não especificou) , o resultado líquido "é que, ao contrário do que se diz, não recebemos subsídio".

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