Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Agricultores dos EUA desviam pressão por cortes de subsídios

Grupos agrícolas norte-americanosmobilizaram-se nesta semana contra a pressão por cortes maisprofundos nos subsídios agrícolas, tema das negociações daRodada de Doha sobre comércio global, retomadas nesta semana emGenebra. Dave Salmonsen, que acompanha questões comerciais naFederação Americana da Agricultura, disse que os parceiroscomerciais estão errados ao depositar sobre os EUA o ônus daRodada de Doha. "Cabe a todos os demais aparecer com algumacesso a mercados para fazer isso acontecer", afirmou. Na terça-feira, o comissário de Comércio da União Européia,Peter Mandelson, disse que os EUA "têm a chave" para superar oimpasse na Rodada de Doha, que teve escassos avanços desde seulançamento, em 2001. A Austrália disse que os EUA dariam umsinal positivo se tomassem medidas para cortar subsídiosagrícolas. Mas os grupos agrícolas norte-americanos --cujo apoio seráessencial para aprovar qualquer acordo no Congresso-- deixamclaro que vão rejeitar qualquer tratado que eles considerem nãoser suficientemente benéfico para as exportações do país. "É injusto esperar que os Estados Unidos se ofereçamunilateralmente para reduzir os subsídios", disse David Coia,porta-voz da Federação do Arroz dos EUA. Segundo ele, a soluçãopara o impasse depende apenas de um item: "Acesso a mercados." Os EUA já ofereceram uma redução de 53 por cento no tetodos seus subsídios, que ficaria em 22,5 bilhões de dólares porano. Há setores que admitem cortes ainda maiores, masautoridades norte-americanas recentemente rejeitaram umaproposta de reduzir o teto para 13 bilhões de dólares. "Embora seja difícil ver os negociadores chegando a umacordo realmente bom para a agricultura dos EUA a esta altura,precisamos evitar a todo custo um acordo ruim", disse JaimeCastañeda, funcionário da Federação Nacional dos Produtores deLeite dos EUA. As exportações agrícolas norte-americanas devem atingir orecorde de 83,5 bilhões de dólares no ano fiscal de 2008. Osprodutores do setor apostam em mercados emergentes, como aChina, para manter essa expansão.

MISSY RYAN, REUTERS

04 de setembro de 2007 | 20h45

Tudo o que sabemos sobre:
DOHAEUAAGRICULTORES

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.