Agricultura interdita mais dois frigoríficos investigados na Carne Fraca

Souza Ramos e Transmeat, no Paraná, foram interditados por irregularidades

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2017 | 23h08

O Ministério da Agricultura confirmou na noite desta sexta-feira, 24, que os frigoríficos Souza Ramos e Transmeat, ambos no Paraná, foram interditados em razão de irregularidades detectadas pela fiscalização deflagrada pela pasta nos 21 frigoríficos que foram alvos da operação Carne Fraca, da Polícia Federal. 

Na semana passada, já haviam sido fechadas duas plantas do frigorífico Peccin,  uma em Santa Catarina e outra no Paraná, e uma planta da BRF em Mineiros (GO).

A BRF obteve autorização da pasta também nesta sexta-feira para transferir cerca de 150 mil aves vivas que seriam processadas em Mineiros para outra planta em Uberlância. Os animais serão transportados de caminhão por mais de 530 quilômetros e, segundo o Ministério da Agricultura, não há relatos de contaminação por Salmonella.

Corrupção. O juiz federal Marcos Josegrei, da 14.ª Vara Federal, em Curitiba, que responde pela Operação Carne Fraca, disse nesta sexta-feira, 24, em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, que as apurações não tiveram como foco a qualidade dos produtos comercializados no País, mas sim a investigação de crimes como corrupção, associação criminosa e extorsão, que teriam sido cometidos por agentes públicos e funcionários de empresas do setor.

 

 

Josegrei afirmou que, até o momento, não se pode dizer que os artigos vendidos pelas companhias alvos da investigação possam causar danos à saúde. Ele defendeu a qualidade da carne brasileira. 

Mesmo assim, mais de 18 países já embargaram a carne brasileira ou pediram mais informações sobre as investigações. Também a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão subordinado ao Ministério da Justiça, determinou o recall de carnes dos frigoríficos Souza Ramos, Peccin e Transmeat, que deverão ressarcir consumidores.

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