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Agricultura pede que BB financie exportações ao Irã

O Irã, que foi submetido a embargo dos EUA, é o maior cliente brasileiro do setor no Oriente Médio

Coluna do Broadcast, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2017 | 07h02

O Ministério da Agricultura pediu à Câmara de Comércio Exterior que o Banco do Brasil seja o agente financiador de exportações do agronegócio para o Irã, maior cliente brasileiro do setor no Oriente Médio, com US$ 2,2 bilhões em importações no ano passado. Em 2017, as principais aquisições foram de milho, soja, carne bovina e açúcar. Por causa do embargo dos Estados Unidos, grandes instituições financeiras não operam naquele país. Fonte da diretoria do BB, no entanto, revela à coluna que o banco, por atuar nos EUA, tem de seguir as sanções impostas ao país árabe e não se submeteria a nenhum risco de retaliação do governo norte-americano.

Para a instituição, a prerrogativa de autorizar outros bancos para o financiamento de exportações é do governo federal, mas a maioria deles também tem operações globais e está sujeita aos mesmos riscos do BB. 

Nova fronteira. Dois anos após fincar pé no Norte, a cooperativa paranaense Frísia investirá de R$ 12 milhões a R$ 15 milhões na duplicação da capacidade de armazenagem em Paraíso do Tocantins (TO). O superintendente, Emerson Moura, conta que em 2016/2017 a Frísia recebeu mais de 50 mil toneladas de soja e milho no Estado, mas tinha capacidade para estocar 28 mil. Com o armazém que ficará pronto em cinco meses será possível guardar 56 mil toneladas, abaixo da produção da cooperativa no Estado, estimada em 60 mil toneladas em 2017/2018.

Oportunidade. A Frísia se instalou no Tocantins para dar suporte a cooperados paranaenses que queriam expandir operações a custo mais baixo. “Não tinha cooperativa do Sul atuando no Estado”, lembra Moura. Hoje são 20 associados e até o fim de 2018 haverá mais dez. A área plantada, de 22 mil hectares, pode chegar a 30 mil hectares. “Há muita área para expandir a produção”, diz. 

Nos trilhos. A estatal russa RZD considera uma prioridade participar da concessão do trecho da Ferrovia Norte-Sul entre Porto Nacional (TO) e Estrela d’Oeste (SP). O valor de outorga mínimo estabelecido pelo governo brasileiro foi de R$ 1,679 bilhão. “Se eles (concorrentes) acham que está caro vão ter de pagar um pouco mais para ganhar de nós”, provoca Bernardo Figueiredo, ex-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e representante da RZD no Brasil. Manifestaram interesse no negócio, entre outros, a China Communications Construction Company (CCCC), a VLI e a MRS Logística. 

Combinando com os russos. Se levar este trecho da Norte-Sul, a RZD pretende trazer para o Brasil o modelo russo. Lá, a estatal administra a malha ferroviária e as locomotivas. Outras empresas buscam o grão na origem e o carregam em vagões próprios. No Brasil, companhias de transporte rodoviário poderiam assumir essa operação. “Existem várias empresas interessadas”, revela Figueiredo. 

Adubando, dá. A Ajinomoto tem uma meta ambiciosa para sua divisão de fertilizantes no Brasil. Até 2025 pretende multiplicar por cinco as vendas de fertilizantes foliares e de solo. Em 2016, o segmento representou apenas 2,2% do faturamento da empresa no País, ou R$ 49 milhões do total de R$ 2,3 bilhões, porém pode chegar a R$ 250 milhões, acredita o gerente da área no Brasil, César Vilela.

Muito além dos grãos. Plantações de café, frutas e hortaliças sustentam as vendas de adubos da companhia. A Ajinomoto trabalha com o insumo desde 2000 e há dois anos prepara nova fase, com a ampliação da fábrica de Lençóis Paulista (SP). Estão previstos ainda investimentos em mais produtos, expansão de outras fábricas e da rede de distribuição. 

Menos química. A alemã Bayer trabalha para ampliar a oferta de defensivos biológicos, que controlam pragas com o uso de predadores naturais. O segmento avança 16% ao ano, o dobro da taxa de crescimento de defensivos convencionais, conta a gerente de Regulamentação de Produtos Biológicos da Bayer, Francielle Koeller. A aquisição de várias empresas desde 2012 deu à multinacional um portfólio de quatro produtos. Outros estão sendo desenvolvidos e em cinco anos as opções devem dobrar, diz Francielle Koeller.

Grão por máquina. O uso de sacas de soja ou de café na compra de máquinas agrícolas se consolidou como ferramenta de vendas da fabricante New Holland. “É atrativo por dispensar o desembolso imediato de recursos”, diz o gerente de Marketing da companhia, Jefferson Kohler. Os produtos são usados como entrada no financiamento, ou o equivalente, em média, a 10% (soja) ou 20% (café) do total do crédito. A troca representa de 5% a 7% das vendas da New Holland. 

Pressão. As maiores associações de produtores de etanol de milho dos Estados Unidos integram a comitiva norte-americana que visita o Brasil nesta semana. Organizada pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), a missão busca ampliar vendas do agronegócio norte-americano. Os produtores de biocombustível aproveitarão ainda para pressionar o Brasil a retirar a tarifa de 20% sobre o álcool importado, anunciada em maio.

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