Agricultura tem dívidas prorrogadas

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Ivan Wedekin, informou nesta quinta-feira que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou em reunião extraordinária quatro medidas que beneficiam o setor agrícola, entre elas, duas com prorrogação de dívida do setor.A primeira diz respeito aos débitos relativas aos programas de investimento com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), já vencidas e a vencer em 2006. A dívida, cujo total chega a R$ 7,2 bilhões, será prorrogada para até 12 meses após o vencimento da última parcela do contrato.Segundo o secretário, este benefício se aplica às lavouras que tiveram problemas climáticos ou enfrentaram dificuldade de comercialização ou de preço. De acordo com o CMN, não estão incluídas na negociação as dívidas dos produtores cuja renda principal seja originada de café, cana-de-açúcar ou fumo. Ano anteriorTambém foi aprovado o novo prazo para pagamento das prestações vencidas ou a vencer em 2006, referentes às operações de custeio prorrogadas em 2005 por problemas de estiagem. O prazo adicional é de até 1 ano, após o vencimento da última parcela prorrogada."São ações necessárias à defesa da renda rural, já fortemente prejudicada por problemas climáticos, com conseqüente queda de produtividade e qualidade e também por dificuldades de comercialização, em virtude dos baixos preços vigentes", afirmou Wedekin.

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