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Agrishow espera repetir negócios de 2002

A 10ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow) termina amanhã, em Ribeirão Preto, e a organização do evento já demonstra otimismo. "Acho que vamos repetir o volume de negócios do ano passado, em torno de R$ 1 bilhão, o que já está bom, mas eu jurava que ia cair devido à Agrishow Cerrado, de Rondonópolis, realizada em abril", disse hoje o presidente da Agrishow, Sérgio Magalhães. Ele destacou novamente o foco no agricultor familiar e planeja, para abril de 2004, organizar outra feira com a marca Agrishow, mas na região do semi-árido, no Nordeste. O local ainda não está definido. A Agrishow no semi-árido não influenciaria a de Ribeirão Preto, a terceira maior do mundo em agronegócios, nem a do Cerrado, afirma Magalhães. "Seria complementar, pois no Nordeste predomina a agricultura familiar e o feijão, não o grande produtor", garante ele. "Podemos levar o aumento da produtividade para aquela região, depois, em conseqüência, as máquinas", emenda ele. Para que isso ocorra, Magalhães entrou em contato com secretários de agricultura de estados nordestinos e Pernambuco foi citado, mas não confirmado. A definição deverá ocorrer em breve e Magalhães espera organizar a feira com a participação de universidades e da Embrapa. "Num raio de 500 quilômetros, poderemos levar os agricultores de ônibus até a feira, e, dependendo do interesse, vamos realizá-la permanentemente."Magalhães também demonstrou confiança no futuro da agricultura brasileira. "Nossa safra vai explodir logo, logo, vai chegar aos 140 milhões de toneladas", disse ele, para explicar a importância da presença de inúmeros deputados, senadores, secretários e até do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visita a Agrishow na tarde de amanhã. O público da feira cresceu hoje e a organização espera atingir no mínimo 140 mil visitantes.Um dos motivos de Magalhães estar otimista é a previsão do Banco do Brasil, que, até hoje, informou ter captado cerca de R$ 200 milhões em propostas de financiamento, superando os R$ 180 milhões de propostas de 2002 - quase metade foram concretizados posteriormente. "Só no final saberemos, mas a euforia dos produtores é grande e nossa estimativa é captar R$ 300 milhões em propostas, com um sistema mais ágil, informatizado", disse o vice-presidente do BB, Ricardo Conceição. Segundo ele, o volume de negócios fechados dependerá dos recursos disponíveis do Moderfrota.Os expositores também demonstram otimismo. O grupo CNH (Case e New Holland) prevê um crescimento entre 7% e 10% em relação a 2002, mas não cita números. "Está bom para todos, principalmente os setores de grãos, as estrelas, menos para o café, que está na contramão", disse o diretor comercial do CNH, Francesco Pallaro. O Banco CNH Capital, também do grupo, prevê a mesma porcentagem de crescimento."A feira começou a movimentar em vendas, para nós, hoje?, comentou o gerente de planejamento de marketing da Valtra, fábrica de tratores, Orlando Capelossa. A Valtra tinha vendido cerca de 100 tratores e ainda não fez uma previsão se repetirá os 1.500 vendidos a partir da Agrishow de 2002. "Depende de financiamentos e das propostas", explicou Capelossa.

Agencia Estado,

01 de maio de 2003 | 18h56

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