Agroindústria argentina cresce quase 20 vezes com desvalorização

Os lucros da agroindústria multiplicaram-se quase 20 vezes, ou 1.848%, durante o primeiro trimestre deste ano, convertendo o setor no mais beneficiado pela desvalorização do peso e pelas medidas econômicas adotadas no começo de 2002. A conclusão é de um estudo realizado pelo Instituto Argentino de Mercado de Capitais, ligado ao Mercado de Valores (Merval) . Dos 11 setores cotados na Bolsa de Buenos Aires que foram objeto da pesquisa, apenas quatro mostraram resultados melhores no período em relação aos três primeiros meses de 2001. Além da agroindústria estão os setores de indústria metalúrgica, de maquinaria industrial e de químicos. Os setores de pior rendimento foram o de telecomunicações e de construção.O estudo foi realizado com base nos balanços apresentados nos últimos quatro anos por empresas cotadas na Bolsa. As companhias do setor de agroindústria levados em conta foram: Cresud (IRSA), Ledesma, Carlos Casado, Nougués e Tabacal. Na indústria metalúrgica e siderúrgica que fabrica principalmente produtos de exportação, com preços internacionais, os resultados melhoram quase cinco vezes, cerca de 352% nos primeiros meses do ano. São as empresas Acindar, Aluar, Siderar e Siderca. Os números de Perkins, Agrometal e Mirgor, do setor de maquinaria industrial, aumentaram 234% com as exportações. Já o setor químico cresceu 633%.Ao sentido contrário encontram-se as empresas Telefônica e Telecom com uma perda de 15.903%. Com grandes dívidas em dólares, as teles tiveram suas tarifas congeladas em peso. Com a crise, o setor que mais tem sofrido é o de construção que apresentou em queda de de 17.124%.

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