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Agroindústria tem crescimento de 4,6%

Máquinas e equipamentos puxaram resultado recorde do 1.º semestre

Adriana Chiarini, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2008 | 00h00

O crescimento da produção da agroindústria brasileira no primeiro semestre atingiu o recorde de 4,6% sobre o mesmo período do ano passado. O resultado superou de longe o de janeiro a junho de 2006, que foi de 1,1%. Também ficou bem acima dos 4% de 2002, que até então constituíam a maior expansão na série histórica da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 1991.A elevação no setor ficou abaixo da média da indústria, que foi de 4,8%, mas foi uma das causas destacadas pelo coordenador de indústria do IBGE, Sílvio Sales, para o crescimento industrial. O motivo é que o resultado atípico deixou de puxar o índice geral para baixo.O crescimento agroindustrial deve-se aos produtos utilizados pela agricultura (12,9%), principalmente máquinas e equipamentos, cuja produção cresceu 31,5%; de uso na pecuária (4,9%); e na fabricação de inseticidas, herbicidas e outros defensivos para uso agropecuário (9,9%). Os produtos derivados da agricultura, com aumento de 2,3%, e da pecuária, de 4,5%, tiveram expansão inferior à média, de 4,6%. O grupo de madeira teve queda de 1,3%.O economista do IBGE, Fernando Abritta, comentou que outra pesquisa do instituto indica que a safra agrícola será recorde este ano. Ele disse também que a forte expansão dos investimentos no setor é influenciada pela base baixa de comparação do ano passado, já que a agricultura passou por dificuldades entre 2004 e 2006, como problemas climáticos e preços em baixa. Este ano, a situação é outra e favorecida pelo ambiente internacional.A produção industrial brasileira de soja se expandiu 10,6%; a de milho 12,9% no mesmo período e a de laranja (principalmente suco) cresceu 39,9%, beneficiada por quedas de oferta nos Estados Unidos.A demanda pelas carnes bovina, suína e de aves está aumentando por causa do crescimento de países como China, Índia (só de aves) e Rússia, bem como da gripe aviária na Ásia, segundo Abritta. A produção industrial de aves no Brasil cresceu 11,2%, enquanto a de bovinos e suínos aumentou 6,2%. Os destaques negativos ficaram com leite (-7,5%), derivados do trigo (-4,5%) e celulose (-1,5%).

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