Agustin Marcarian/Reuters
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'Agromillennials' puxam vendas de picapes e SUVs, diz Volkswagen

Fabricante apresenta versão mais potente da Amarok; os dois segmentos são os de melhor desempenho no mercado, mesmo com a pandemia

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2020 | 16h33

Focada nos segmentos que registravam maior crescimento de vendas no mercado brasileiro, e que na pandemia estão caindo menos que os demais – os de utilitários esportivos e de picapes –, a Volkswagen apresentou nesta quinta-feira, 29, a nova Amarok. Ela praticamente não mudou por fora, mas ganhou, além de alguns equipamentos tecnológicos, um motor mais potente o que a torna, segundo a empresa, a picape média mais rápida no segmento.

Este é o terceiro lançamento feito este ano pela marca nos dois segmentos que têm agradado aos consumidores. As vendas de picapes neste ano, até setembro, somaram 189,8 mil unidades, 24% a menos em relação a igual período de 2019. No caso dos SUVs, a queda foi de 18,7%, com 346 mil unidades vendidas. O mercado total de automóveis e comerciais leves caiu 32% entre janeiro e setembro, totalizando 1,37 milhão de unidades.

O presidente da Volkswagen na América Latina, Pablo Di Si, avalia que ambos segmentos estão atraindo principalmente consumidores ligados ao setor de agronegócios, que vem mantendo desempenho muito positivo nos últimos anos. “São segmentos que se aproximam muito dos agromillennials”, conforme ele define as pessoas do campo nascidas após a década de 80, que são muito ligadas à internet e novas tecnologias.

No caso da Amarok, que vendeu neste ano 8,8 mil unidades, 65% foram da versão 3.0 V6, que tem mais uso para lazer, enquanto a 2.0 é mais para trabalho, informa Gustavo Schmidt, vice-presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen no Brasil. Outra picape recém-lançada, a Fiat Strada, embora de menor porte, foi o veículo mais vendido no País em setembro. Ela lidera o mercado de picapes com 49,9 mil unidades vendidas.

Ofensiva dos SUVs

Já entre os SUVs, que caíram no gosto dos consumidores brasileiros e também de outros países, o Volkswagen Nivus, lançado no início da pandemia do coronavírus, vendeu até agora 5,8 mil unidades. O segmento é liderado por outro modelo da marca, o T-Cross, com quase 42 mil unidades comercializadas ao longo do ano. E já tem outro lançamento feito este ano, do Taos, que será vendido somente a partir da primeira metade de 2021.

Di Si ressalta que, como o Taos, a empresa completa sua ofensiva de lançamento de cinco SUVs no mercado brasileiro iniciada em 2017 que, segundo ele, “representou a maior renovação de portfólio da história da Volkswagen na região”. Ele acredita aos lançamentos o aumento de participação da marca no mercado brasileiro que, neste período, saltou de 11,5% para 17%.

Assim como a Amarok, o Taos será feito na fábrica de General Pacheco, na Argentina e, segundo Di Si, a filial precisou criar um novo turno de trabalho para atender a demanda com a chegada dos dois novos produtos.

Além de mais veloz, a Amarok também será a mais cara no segmento de picapes médias. A versão Highline custa a partir de R$ 243,3 mil, e a Extreme a partir de R$ 256,4 mil. Entre os recursos eletrônicos dos modelos estão controle eletrônico de estabilidade, controle automático de descida), assistente para partida em subida), sistema de assistência à frenagem e sistema de frenagem na chuva.

A pré-venda da nova versão da Amarok começam nesta tarde e as primeiras unidades da picape começam a chegar ao País na próxima semana, mas as entregas aos clientes só devem ocorrer a partir do fim de novembro.

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