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Agronegócio é destaque do Brasil na feira da Argélia

Aproximadamente 30 empresas brasileiras promovem seus produtos, de amanhã até o dia 21, na 35ª Feira Internacional de Argel, na Argélia, país com o qual o Brasil registra tradicionalmente déficits comerciais. Organizada pelo Ministério das Relações Exteriores, a participação do Brasil no evento faz parte da estratégia oficial de ampliar as exportações do País para mercados alternativos, o que inclui o Norte da África.O mercado argelino é especialmente importante para o Brasil, dentro da estratégia de registrar superávits comerciais. Desde 1982, ano a partir do qual os dados estão disponibilizados no site do Ministério do Desenvolvimento, o Brasil registra consideráveis déficits com a Argélia. Os piores desempenhos foram registrados em 2000, com saldo negativo em US$ 1,48 bilhão, e 2001 - US$ 1,051 bilhão.Entre janeiro e abril deste ano, a balança estava desfavorável para o Brasil em US$ 211 milhões. Petróleo e Nafta dominam as importações brasileiras. Na ponta oposta, o Brasil vende sobretudo açúcar, laticínios e produtos siderúrgicos.DestaquesNo estande brasileiro, com 100 metros quadrados, os destaques serão produtos do agronegócio, sobretudo carnes, componentes automotivos, material de construção, ferramentas e pequenas máquinas e implementos agrícolas. Entre as empresas e entidades participantes estão Random (setor de transportes), Bertim (frigorífico), Minerva (comércio de carnes), Indústrias Colombo (alimentos), Abiec (Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes) e Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.No ano passado, a feira recebeu 350 mil visitantes. O estande brasileiro reuniu 51 expositores e houve grande demanda por informações sobre a produção brasileira de máquinas para embalagem, agrícolas de pequeno porte, café e torrefação, frango, açúcar, madeira, autopeças, ferramentas, máquinas e equipamentos para a construção civil.GuerraSegundo o conselheiro Antonio de Souza e Silva, chefe da Divisão de Feiras e Turismo do Itamaraty, a Argélia ainda não é um destino muito difundido entre os empresários brasileiros, mas a abertura comercial que o país começa a concretizar deve atrair exportadores. O país vive praticamente em guerra civil desde 1982, quando um golpe militar impediu a posse do governo eleito por voto popular. Os militares continuam no poder, mas os ataques a civis continuam sangrentos.As empresas brasileiras participarão da feira de duas formas: como expositoras, com produtos ou amostras; ou mediante o envio de catálogos e material de divulgação. Os custos de participação, aluguel do espaço e montagem do estande correm por conta do Ministério. As empresas arcarão com os custos do transporte das amostras até Argel, do desembaraço alfandegário, dos displays necessários à exposição, do deslocamento e da hospedagem de seus representantes.

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