Agronegócio ganha protagonismo na economia e captação no mercado sustenta o crescimento do setor
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Agronegócio ganha protagonismo na economia e captação no mercado sustenta o crescimento do setor

Segmento que já era responsável por 26,6% do PIB nacional em 2019 segue em crescimento, que é refletido no aumento de companhias listadas na B3, a bolsa do Brasil

B3, Estadão Blue Studio
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20 de agosto de 2021 | 17h00

O agronegócio tem ganhado destaque na economia brasileira. De acordo com cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Produto Interno bruto (PIB) do setor avançou 24,31% em 2020 na comparação com o ano anterior e alcançou participação de 26,6% no PIB brasileiro (participação que era de 20,5% em 2019).

Em valores monetários, o PIB do País totalizou R$ 7,45 trilhões no ano passado, e o PIB do agronegócio chegou a quase R$ 2 trilhões. Dados do primeiro trimestre deste ano mostram que o setor segue com impacto significativo na economia nacional. A economia brasileira teve alta de 1,2% no primeiro trimestre, sendo que a agropecuária cresceu 5,7% no período, seguida pela indústria, com expansão de 0,7%, e pelos serviços (0,4%).

Para sustentar esse crescimento, muitas empresas do setor estão buscando o mercado de capitais, conforme explica Fabiana Salgueiro Perobelli, superintendente de Relacionamento da B3, a bolsa do Brasil. Atualmente são 26 companhias do agronegócio listadas na B3 nos subsetores agricultura, açúcar e etanol, alimentos diversos, carnes e derivados, fertilizantes e defensivos agrícolas.

Desse total, quatro companhias se listaram nos últimos cinco anos, um crescimento de 100% se comparado com os cinco anos anteriores. Além disso, são cerca de 28 companhias protocoladas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sendo seis do setor agrícola, ou seja, mais de 20% das possíveis ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) no curto prazo.

De acordo com Perobelli, esse movimento do setor de captação de recursos por meio da abertura de capital começou a ganhar destaque nos últimos dois ou três anos e se deve à mudança de patamar da taxa básica de juros brasileira e, consequentemente, à criação de um fluxo de recursos para a renda variável.

“Em relação ao mercado de renda variável, estamos presenciando uma retomada nas aberturas de capital das companhias do agronegócio. Em 2021 já tivemos três IPOs de companhias do setor (Jalles Machado, Boa Safra e 3Tentos), que juntas captaram mais de R$ 2,3 bilhões. Antes de 2021, a última abertura do setor havia ocorrido em 2017, com a Camil, e anterior a esta foi a oferta da Ouro Fino em 2014”, diz Fabiana.

Além disso, os instrumentos de renda fixa, que são uma opção de captação além do IPO, também tiveram um crescimento considerável ao longo dos últimos anos tanto em termos de volume quanto em quantidade de emissões. Comparando o período de janeiro a maio de 2020 e de 2021, houve um aumento de 60% no volume captado por Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) por empresas neste ano (cerca de R$ 8,5 bilhões) e mais de 100% em número de emissões. Olhando para o cenário das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), é possível identificar um estoque em torno de R$ 150 bilhões na B3.

A representante da B3 destaca que, mesmo dentro do setor do agronegócio, há diferentes segmentos buscando a abertura de capitais, e cita as diferentes áreas de atuação das três companhias que abriram capital neste ano. “A Jalles Machado é referência no setor sucroenergético, a Boa Safra é uma das líderes de produção de soja no País, e a 3Tentos, além da produção de sementes, também desenvolve negócios para a comercialização de defensivos e fertilizantes, recebimento, armazenagem e comércio de grãos”, diz, ao afirmar que as diferentes companhias e setores são muito saudáveis para o mercado brasileiro, uma vez que as ações em circulação passam a representar cada vez mais fielmente a economia real, fazendo com que os investidores consigam diversificar suas alocações e minimizar riscos.

Atuando no mercado desde 2009, a Boa Safra, empresa que atua no ramo de sementes, viu na abertura de capital a oportunidade de expandir os negócios de maneira sustentável. O IPO da companhia foi feita em abril deste ano e garantiu a captação de R$ 460 milhões.

Só no primeiro dia, as ações da companhia subiram mais de 40%, conforme explica o diretor-presidente da Boa Safra, Marino Colpo. A presença do investidor pessoa física também chamou a atenção no IPO da companhia. Foram mais de 15 mil adquirentes pessoa física de ações.

A companhia, que cresceu 20 vezes nos últimos dez anos, tem metas ambiciosas para os próximos anos. A empresa planeja abrir cinco novas fábricas até 2026 e, assim, ampliar a participação no mercado. “Hoje, vendemos para 11 estados, com presença relevante no Centro-Oeste. A ideia é construir fábricas no Norte e no Nordeste”, diz o executivo.

Atualmente, a empresa tem unidades fabris em Minas Gerais e em Goiás. Ano que vem deve começar a operar a planta na Bahia e, em 2024, no Piauí. Estão ainda no radar da empresa os estados de Mato Grosso, Paraná ou Rio Grande do Sul, além do interior de São Paulo.

Para o executivo, a tendência é que mais empresas do setor do agronegócio busquem o mercado de capitais, um movimento que ele considera natural.  Marino Colpo destaca ainda que há grande oportunidade para o setor de agro na Bolsa de Valores. “O setor representa 26% do PIB, mas apenas 4% da Bolsa. Temos um espaço enorme para crescer”, avalia.

 

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