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AGU acionará na Justiça ex-presidente da ABDI por denúncias contra secretário da Economia

Entre os pedidos relatados por Ferreira foi o de que a ABDI bancasse o aluguel de salas em São Paulo sem necessidade

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2019 | 19h59

BRASÍLIA - A Advocacia-Geral da União (AGU) acionará na Justiça o ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) Luiz Augusto Ferreira para esclarecer denúncias feitas contra o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa. 

Em nota divulgada nesta sexta-feira, 6, Costa informa que a AGU decidiu representá-lo e entrará com uma interpelação judicial para pedir explicações.

"Fico feliz de poder prestar esclarecimentos sobre os fatos à Justiça, uma vez que o governo não fez a apuração que anunciou. Lamento que a AGU, por quem tenho enorme respeito, seja utilizada para isso. Meus advogados responderão no momento apropriado", rebateu Ferreira quando procurado pela reportagem. 

No domingo, Ferreira disse, em entrevista ao Broadcast/Estadão, que recebeu "pedidos não republicanos" de Costa. Ferreira foi exonerado na quarta-feira e substituído pelo secretário adjunto de Costa, Igor Calvet.

Entre os pedidos relatados por Ferreira foi o de que a ABDI bancasse o aluguel de salas em São Paulo sem necessidade. O aluguel, de acordo com o agora ex-chefe da agência, serviria para abrigar escritórios da secretaria de Costa e criaria um custo adicional de R$ 500 mil por ano à agência, que é mantida por meio de repasses de recursos do Sistema S. Costa nega irregularidades.

Na segunda-feira, 2, após ser questionado sobre as acusações de Ferreira contra Costa, Bolsonaro afirmou que um dos dois (Luiz Augusto Ferreira ou Carlos da Costa) "perderia a cabeça".  Na quarta-feira, Ferreira foi exonerado do cargo e para o lugar dele foi nomeado um auxiliar de Costa, Igor Calvet

A ABDI, uma agência que tem como foco fomentar a inovação e melhorar a competitividade da indústria nacional, é formalmente ligada ao Ministério da Economia e tem Costa como presidente de seu conselho deliberativo.

Criada em 2004, a agência tem como atribuição desenvolver estudos e pesquisas que possibilitem maior competitividade da indústria brasileira, principalmente relacionadas à inovação e a novas tecnologias.

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