Água mineral sobe 3,41% em um mês, diz Fipe

Água mineral sobe 3,41% em um mês, diz Fipe

Preços mais altos também são observados em outras bebidas não alcoólicas, como refrigerante, que teve alta de 2,26%

Flavio Leonel, Agência Estado

11 de novembro de 2014 | 19h02


Em tempos de maior seca e crise hídrica, o consumidor já encontra preços de água mineral mais elevados na cidade de São Paulo e bem acima da inflação média na capital paulista. Conforme a pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o valor médio da água mineral subiu 3,41% na primeira quadrissemana de novembro (período entre 8 de outubro e 7 de novembro). 


A variação foi mais expressiva do que a de 2,97% verificada no fim de outubro no mesmo levantamento. No mesmo período, a taxa de inflação geral registrada pelo IPC subiu 0,40% ante 0,37% do encerramento do mês passado.


"Tem uma sazonalidade que interfere, já que o preço das bebidas costuma subir nesta época do ano", comentou o coordenador do IPC da Fipe, André Chagas, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. "Mas, dessa vez, o aumento veio um pouco maior", ressaltou, não descartando que haja alguma ligação com o período crítico vivido pela cidade em relação à água nos reservatórios.


O cenário de preços mais altos também pode ser observado em outras bebidas não alcoólicas, como o refrigerante. Entre o fechamento de outubro e o início de novembro, a alta no preço do item passou de 1,85% para 2,26%. Quanto ao suco de fruta, houve aumento de 0,90% no valor médio do item na primeira quadrissemana de novembro, mas a variação foi menos significativa que a de 1,11% do fim do mês anterior.


No caso das bebidas à base de soja, o quadro é de quedas, com o item apresentando variação de 1,42% na primeira leitura do IPC de novembro ante baixa de 0,86% no encerramento de outubro. Quanto à bebida isotônica, o item recuou 0,91% contra declínio anterior de 2,25%.


Em relação às bebidas alcoólicas, o cenário é de altas, mas elas são inferiores às do fim do mês passado, dependendo do tipo de bebida. A cerveja, por exemplo, subiu 2,10% na leitura inicial de novembro ante 2,68% no fechamento de outubro. O preço do chope, por sua vez, avançou 1,69% ante 2,45%. 


No caso da aguardente, a bebida apresentou alta de 2,19% ante 2,01%. O vinho subiu 0,24% ante 0,06%; o champanhe avançou 1,01% ante 0,53%; e a vodca mostrou aumento de 0,81% ante 1,70%.

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