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AIE: corte da Venezuela não afetará estoque estratégico

Países consumidores, incluindo Estados Unidos, não precisarão usar estoques estratégicos de petróleo para compensar o fluxo interrompido da Venezuela para a ExxonMobil, afirmou hoje o chefe da Agência Internacional de Energia (AIE), Nobuo Tanaka. No entanto, a AIE reiterou os pedidos para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidir pela elevação da produção em seu próximo encontro.Com o petróleo beirando os US$ 95,00 por barril, Tanaka afirmou, em conversas durante um encontro com a imprensa, que um mercado "muito nervoso" estava enviando à Opep um "sinal forte" sobre a fragilidade do mercado.Em adição ao recente nervosismo do mercado, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, cortou o fornecimento de gás para a Exxon, depois que a empresa ganhou ordens judiciais para congelar bilhões de dólares em ativos do país no exterior.Apesar de Tanaka ter afirmado que a interrupção no fornecimento de petróleo da Venezuela para a Exxon foi mínima e que o óleo poderia ser facilmente substituído, ele disse que a AIE está observando cuidadosamente as ameaças do país de cortar mais suprimento.O chefe da agência também declarou que a estimativa de demanda para o curto prazo deve ser bastante dependente da economia norte-americana e a AIE está monitorando ativamente a situação. "Esta é uma das maiores preocupações de todos", disse Tanaka. As informações são da Dow Jones.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

15 de fevereiro de 2008 | 17h20

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