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AIE eleva previsão de alta na demanda de petróleo

A Agência Internacional de Energia (AIE) elevou sua previsão para o crescimento da demanda de petróleo neste ano, devido a sinais de melhora na economia europeia e de um consumo de energia maior do que o esperado em outras regiões.

AE, Agencia Estado

11 de outubro de 2013 | 06h05

Em seu relatório mensal de petróleo, agência que tem sede em Paris previu que a demanda mundial de petróleo deve crescer em 1 milhão de barris por dia este ano, um aumento de 100 mil barris por dia ante sua estimativa anterior. A AIE manteve sua previsão para o crescimento da demanda de petróleo para 2014 em 1,1 milhão de barris por dia.

No entanto, a AIE também alertou sobre os riscos significativos apresentados por qualquer problema econômico em consequência do impasse político nos EUA e da desvalorização cambial acentuada em muitos mercados emergentes, o que poderia minar suas projeções.

A paralisação do governo dos EUA já está em sua segunda semana e prazo dado pelo Departamento do Tesouro, de 17 de outubro, sobre elevar o teto da dívida está se aproximando rapidamente. Os líderes republicanos da Câmara dos Representantes e o presidente Barack Obama não conseguiu chegar a um acordo para reabrir o governo ou elevar o teto da dívida em uma reunião na quinta-feira, mas concordaram em continuar as conversas.

Embora a AIE tenha dito que a paralisação parcial do governo norte-americano terá um impacto "insignificante" no mercado de petróleo, a agência alertou que as preocupações sobre o teto da dívida poderão ter um maior efeito negativo sobre a demanda de petróleo.

"Uma deterioração significativa na confiança das empresas e/ou dos consumidores pode prejudicar o impulso macroeconômica necessário para conduzir o crescimento adicional da demanda de petróleo em 2014", disse a AIE.

Enquanto isso, a instabilidade política no Oriente Médio e na Norte da África continua a representar uma ameaça à estabilidade da oferta.

De acordo com o IEA, a oferta de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) caiu 645 mil barris por dia no mês passado ao seu menor nível desde outubro de 2011. A queda acentuada na oferta ocorreu apesar de a Arábia Saudita produzir mais de 10 milhões de barris por dia pelo terceiro mês consecutivo. A queda na oferta ocorreu principalmente por causa de um trabalho planejado para modernizar os portos do sul do Iraque e devido a instabilidade na Líbia.

A produção do Iraque caiu 400 mil barris por dia para 2,82 milhões de barris por dia, o menor nível em 18 meses.

No entanto, os problemas na produção da Opep foram contrabalançados por um sólido crescimento na oferta de países de fora do grupo, impulsionado em grande parte pela expansão da produção de petróleo na América do Norte.

No relatório deste mês, a AIE elevou sua previsão para o crescimento da oferta de países de fora da Opep no próximo ano para uma média de 1,7 milhão de barris por dia, um aumento de 360 mil barris por dia em relação à estimativa que fez em seu relatório do mercado de petróleo no médio prazo em maio. Esse aumento da oferta deve marcar o maior crescimento anual desde 1970.

"O que parece certo é que a crescente produção de não-Opep não necessariamente equivale a um excesso de oferta", disse a AIE. Fonte: Dow Jones Newswires.

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