AIE eleva previsão de consumo de petróleo este ano

Agência alerta para possível alta de preços caso produção não seja elevada

Agencia Estado

14 de junho de 2007 | 16h47

A Agência Internacional de Energia (AIE) elevou nesta terça-feira, 12, sua previsão de consumo mundial de petróleo e reforçou seu alerta para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aumentar a produção como forma de evitar uma escalada nos preços da commodity."A Nigéria, a geopolítica, o crescimento econômico e o clima poderiam mexer na balança para qualquer direção", disse a agência em seu relatório mensal. "Mas mesmo com esses riscos, parece difícil se escapar da conclusão de que o mercado de petróleo ficará apertado no segundo semestre deste ano."A AIE aumentou em 420 mil barris sua previsão de consumo diário de petróleo em 2007, elevando-a para 86,1 milhões de barris. Com isso, a demanda mundial de petróleo deve crescer 2% neste ano, ou em cerca de 1,7 milhão de barris diários. A previsão de consumo no ano passado também foi acrescida de 250 mil barris diários, para 84,5 milhões de barris diários.Em contraste a essa maior demanda, a projeção da oferta mundial de petróleo em maio passado foi reduzida em 565 mil barris, para 84,9 milhões de barris. Interrupções na produção da Nigéria reduziram a produção da Opep em 425 mil barris, para 30,1 milhões de diários. A AIE disse que a capacidade produtiva ociosa é hoje de 2,8 milhões de barris diários.Segundo a agência, a demanda mais forte aumenta a necessidade de um acréscimo de produção mundial de até 500 mil barris diários. "A esperança por uma moderação nos preços do petróleo no curto prazo depende tanto da Opep como do mercado de gasolina dos Estados Unidos", disse.A agência observou que a alta nos estoques de petróleo ocorrida neste segundo trimestre pode ser enganosa. "Há um potencial para um modesto fortalecimento dos estoques se a indústria de refino dos Estados Unidos e Europa conseguir evitar problemas nos próximos meses, mas continuamos preocupados com o fato de que o sistema está pressionado."A AIE observou que limitações das refinarias estão estimulando novos investimentos, mas a carência de profissionais capacitados e equipamentos estão desacelerando o progresso no setor. "Enquanto isso, temos um sistema petrolífero que precisa de cada polegada de flexibilidade para fornecer os produtos que necessitamos", disse. "Conter essa flexibilidade através da limitação da oferta ou redução de estoques gera o risco de uma alta nos preços que seria prejudicial tanto para os produtores como para os consumidores."

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