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AIE: pré-sal brasileiro é fronteira mais promissora

A área brasileira do pré-sal, camada de reservatórios localizada abaixo do leito marinho, é a fronteira mais promissora para o mercado de petróleo fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disse a Agência Internacional de Energia (AIE), em relatório mensal divulgado hoje. Segundo a agência, as descobertas no pré-sal vêm se provando como as maiores dos últimos anos.

DANIELA MILANESE, Agencia Estado

14 de maio de 2009 | 09h06

"O início da produção em Tupi tem valor simbólico", afirma a entidade, referindo-se ao primeiro óleo extraído do campo, no dia 1º de maio. Tupi é considerada uma megarreserva de petróleo, com um volume estimado entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris.

A AIE lembra que a produção de Tupi deve atingir 30 mil barris de petróleo por dia (bpd) no início do ano que vem e gradualmente subir para 100 mil bpd em seguida, com volumes muito mais elevados aguardados para a próxima década.

A entidade estima que a produção de combustíveis da América Latina deve registrar o crescimento mais forte entre as áreas de fora da Opep este ano, passando de 4,12 milhões de bpd em 2008 para 4,37 milhões de bpd em 2009. O estímulo virá do Brasil e da Colômbia, tanto na área de petróleo quanto no segmento de etanol.

Demanda

No lado da demanda, porém, as previsões são menos animadoras. A AIE acredita que o consumo fora dos 30 países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) - o Brasil não faz parte da entidade - ficará em 38,1 milhões de bpd em 2009, equivalente a uma queda de 0,4% em relação a 2008, a primeira contração desde 1994.

"Dados preliminares de diversos países grandes, como China e Rússia, continuam exibindo fraqueza sustentada", diz o relatório. Na avaliação da AIE, oito dos dez maiores consumidores mundiais de petróleo devem registrar queda de demanda este ano, em razão da crise econômica. Entre eles, está o Brasil, além de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Canadá, Coreia do Sul, Rússia e China.

A agência prevê que, apesar de a economia chinesa ainda mostrar crescimento, o maior emergente do mundo verá a demanda por petróleo recuar levemente ou, no melhor cenário, ficar estável este ano. Somente a Índia e a Arábia Saudita terão aumento do consumo, entre os dez maiores.

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