AIE reduz previsão de consumo mundial de petróleo para 2006 e 2007

A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu ligeiramente sua previsão de consumo mundial de petróleo em 2006 para 84,6 milhões de barris por dia, o que ainda representa um aumento de 1,2% em relação ao ano passado. Ela também cortou em 90 mil barris sua estimativa de consumo da commodity em 2007, que deverá atingir 86 milhões de barris diários, uma elevação de 1,7% ante 2006. Em seu relatório mensal divulgado nesta quarta-feira, a entidade, com sede em Paris, explicou que essa revisão foi causada principalmente por uma demanda levemente mais fraca nos Estados Unidos. A AIE observou que a recente queda aguda dos preços do petróleo foi causada por uma série de fatores. "Os estoques estão elevados, a demanda é mais fraca do que previamente esperado, o risco de furacões foi minimizado e a recente limitação na oferta de gasolina foi aliviada", disse. Mas alertou que "embora alguns aspectos do mercado podem estar aliviando, há outros que continuam apertados".A agência alertou que fatores geopolíticos não devem ser menosprezados. "As negociações com o Irã sobre a questão nuclear e a queda do preço de gasolina podem ter aliviado as preocupações dos mercados nas últimas semanas, mas os riscos geopolíticos permanecem", disse. "Além disso, como os preços futuros estão mais elevados do que os preços spot, o colchão de estoques poderá também ser financiado pelos mercados por um considerável período no futuro, deixando pouco incentivo para que os mercados usem esse petróleo como uma fonte de abastecimento do dia-a-dia", disse.Além de fatores geopolíticos, a agência observou que a apertada capacidade de refino e um inverno rigoroso no Hemisfério Norte têm o potencial de gerar volatilidade nos preços nos próximos meses. "Com ou sem os cortes de produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), os riscos de curto prazo para os preços estão apontados para cima", disse. "Mas ironicamente um fator mais forte poderia ser uma repetição do baixo crescimento da demanda por petróleo como o ocorrido nos dois últimos anos, um resultado muito provável se os preços da commodity retornarem a seus picos do segundo trimestre deste ano, mas que também é possível se os preços continuarem em seus níveis atuais."

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