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AIE reduz previsão de produção do País e cita Petrobras

A Agência Internacional de Energia (AIE) cortou entre 25 mil e 30 mil barris diários a sua previsão da produção petrolífera do Brasil para este ano e para 2008. Com isso, a produção média diária em 2007 deve ser 1,8 milhões de barris e em 2008, de 2,1 milhões de barris. Segundo a agência, alterações no cronograma e perfil de produção dos campos de Roncador, Golfinho e Espadarte - todos da Petrobras - justificam essa previsão mais baixa, "com a estatal produtora admitindo que gargalos estruturais estão causando atrasos entre seis meses e um ano para certos projetos". Entretanto, a AIE salientou que a Petrobras foi capaz de anunciar em meados de outubro que a produção de 30 mil barris diários no campo de Piranema havia sido iniciada um mês antes do que o previsto. O petróleo de Piranema é mais leve do que a maioria do produzido em águas profundas do Brasil.TupiA AIE destacou a importância da descoberta do campo petrolífero de Tupi, na bacia de Santos, mas alertou que sua exploração deve requerer pesados investimentos e novas perfurações serão necessárias para se avaliar com precisão o tamanho da reserva."Essa é a maior descoberta já feita no Brasil", disse. "Entretanto, seu desenvolvimento provavelmente terá custo elevado, pois além de estar em águas com profundidade de 2 mil metros ou mais, as perfurações terão que cortar cerca de seis mil metros de sedimento e sal".A agência observou que a "Petrobras já está sugerindo uma produção inicial de 100 mil barris diários no início da próxima década, embora analistas afirmem que o desenvolvimento completo do campo, para 1 milhão de barris diários, possivelmente vai levar muitos anos além disso".A AIE disse que a recente descoberta de reservas de bilhões de barris em Tupi e na China (o campo Jidong Nanpu, na baía Bohai) são bem menores do que os campos "gigantes" do Oriente Médio. "Entretanto, notícias sugerem que combinados, as duas novas descobertas (Brasil e China) podem gerar uma produção de 1,5 milhão de barris diários até o final da próxima década".

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