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AIE reduz previsão para etanol brasileiro

Para agência, produção brasileira deve cair, enquanto a de outros países cresce

Daniela Milanese, O Estadao de S.Paulo

13 de agosto de 2009 | 00h00

O cenário para a produção de etanol no Brasil se tornou menos otimista, aponta a Agência Internacional de Energia (AIE), em relatório mensal divulgado ontem. O motivo é a disparada do preço do açúcar no mercado internacional. A redução nos estoques mundiais tem feito a cotação do açúcar bater recordes. Na segunda-feira, o contrato para outubro atingiu US$ 0,22 por libra-peso na Ice Futures, o valor mais alto em 28 anos. A situação é causada pela seca na Índia e o excesso de chuvas no Brasil, segundo a AIE. A entidade lembra que os preços mais elevados incentivam a produção do açúcar em detrimento do etanol. Dessa forma, decidiu revisar para baixo as projeções para a atividade produtiva no mercado brasileiro no segundo semestre de 2009. A estimativa da AIE para a produção de etanol no Brasil foi reduzida entre 5 mil e 10 mil de barris por dia no período de junho a dezembro. O ajuste não foi maior, explica, porque o início da operação de novas usinas em julho traz alguma compensação.A agência diz que ainda há riscos para a produção, em razão da combinação de clima, do preço do açúcar e do impacto negativo da crise de crédito sobre as operações.A avaliação sobre o Brasil contrasta com as perspectivas mais recentes para o etanol em outras regiões. A AIE acaba de elevar a estimativa de produção global do produto em 20 mil barris por dia em 2009, por causa do desempenho melhor do que o esperado nos Estados Unidos e na Europa. Para 2010, a projeção foi ampliada em 15 mil barris por dia.Os preços do milho têm recuado desde meados de junho, o que favorece o cenário americano. Como resultado, as margens do etanol dos EUA atingiram a máxima do ano e a produção deve continuar subindo no terceiro trimestre, diz a AIE. Em maio, os EUA produziram 670 mil barris por dia, acima dos 640 mil bpd registrados em abril.Na Europa, as margens e as taxas de capacidade continuam fracas. No entanto, os números de produção de etanol e biodiesel vieram mais fortes do que o esperado no segundo trimestre. Isso fez a agência elevar a projeção de oferta para o continente em 15 mil barris por dia em 2009. PETRÓLEOA AIE revisou em alta a previsão para a demanda mundial de petróleo em 2009, para uma média de 83,94 milhões de barris por dia. A estimativa é 190 mil barris superior à anunciada pela agência em julho, mas ainda representa queda de 2,7% ante o nível do ano passado. A nova previsão está em linha com os níveis de consumo de 2005, um sinal de que a demanda da commodity segue fraca. No ano que vem, a agência prevê que a demanda global vá crescer 1,6%.A revisão ocorreu por causa da melhoria da atividade na Ásia, mas a AIE alertou que países de fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), como a Rússia, estão produzindo cerca de 160 mil barris de petróleo por dia a mais este ano do que o esperado antes. Segundo a AIE, esse aumento da oferta pode cancelar parte do efeito de alta da demanda sobre os preços. Desde janeiro, a AIE já revisou em alta sua previsão de fornecimento de petróleo pela Rússia, em um total de 360 mil barris por dia. Novos campos estão entrando em operação no oeste da Sibéria e a melhoria da tecnologia tem conseguido extrair mais hidrocarbonetos dos campos atuais. COM DOW JONES NEWSWIRES

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