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AIE vê Brasil com perspectiva ótima na área de energia

O Brasil tem ótimas perspectivas para o setor energético nas próximas duas décadas, mas os desafios são igualmente grandes. O recado foi dado nesta terça-feira pela diretora-executiva da Agência Internacional de Energia (AIE), Maria van der Hoeven. "O ponto para o Brasil será encontrar o equilíbrio entre o controle nacional e a necessidade de desenvolver tecnologia, ter dinheiro e atrair investimento estrangeiro", disse em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço de informação em tempo real da Agência Estado.

FERNANDO NAKAGAWA, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

12 de novembro de 2013 | 12h28

"O desenvolvimento em águas profundas é um grande desafio. Começa por conseguir conhecimento tecnológico adicional, ainda que já haja muita tecnologia para isso no País. O segundo aspecto é ter dinheiro para os investimentos que serão necessários e, como os recursos não virão apenas de fontes nacionais, também será preciso atrair investidores estrangeiros", disse em entrevista após a apresentação do World Energy Outlook 2013.

Segundo o documento apresentado nesta manhã em Londres, o Brasil precisará de investimento anual médio de US$ 90 bilhões nos próximos anos para desenvolver novas áreas de exploração energética, como o pré-sal, e assim alcançar o posto de sexto maior produtor de petróleo do planeta em 2035 e reafirmar a posição de um dos líderes mundiais em energias renováveis. "Encontrar o equilíbrio entre todos esses aspectos é o grande desafio do governo brasileiro", disse Maria van der Hoeven.

Apesar dos grandes desafios, a diretora-executiva da AIE demonstra otimismo com o País. Para ela, o pragmatismo deve prevalecer e o potencial lucro com as novas áreas vai fazer com que as partes encontrem soluções. "Há uma razão muito atrativa para que o País encontre uma solução: o dinheiro. O potencial dinheiro que virá desses campos vai ajudar a economia do Brasil e fará com que respostas sejam alcançadas. E isso não é só um tema da Petrobras, mas também do governo. Afinal, o petróleo vai beneficiar todo o País", disse.

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