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AIE vê maior queda na demanda de petróleo em 30 anos

Agência Internacional de Energia prevê queda de 3% na demanda global em 2009: 2,6 milhões de barris por dia

NATHÁLIA FERREIRA, Agencia Estado

14 de maio de 2009 | 09h30

A Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou nesta quinta-feira, 14, que a queda acentuada no consumo global de petróleo pode estar perto de seu ponto mais baixo, mas alertou que qualquer recuperação na demanda ainda deve demorar meses e será lenta. Em seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a AIE revisou levemente em baixa sua previsão para a demanda mundial este ano, e prevê queda de 2,6 milhões de barris por dia na demanda global em 2009, ou 3%, para 83,2 milhões de bpd. A queda representaria a maior contração em quase 30 anos.

 

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"Esperamos uma desaceleração da contração da demanda, mas ainda assim teremos uma forte queda no consumo e, na nossa visão, a recuperação realmente não começará a criar raízes até 2010", disse David Fyfe, editor do relatório da agência.

Assim como muitos outros analistas, a AIE afirmou que o salto recente nos preços do petróleo para as máximas em seis meses foi basicamente inadequado. A demanda está no seu nível mais fraco em duas décadas e os estoques nas grandes nações consumidoras continuam subindo para o maior nível também em duas décadas, disse a AIE. Esta semana, o petróleo atingiu o maior nível em seis meses, pouco acima dos US$ 60 por barril, em meio a dados econômicos positivos.

Dados econômicos favoráveis em lugares como Estados Unidos e China, os maiores consumidores mundiais, elevaram as expectativas do mercado sobre uma recuperação, mas a AIE disse que ainda existe evidência firme de que isso se traduziu em retomada pontual da demanda.

Oferta

Enfatizando a questão da oferta excedente, a AIE disse que a cobertura de demanda futura, uma medida do petróleo estocado em galerias de armazenagem, subiu para 62,4 dias em março, ante 61,6 dias em fevereiro e bem acima da faixa normal em torno de 55 dias dos últimos anos. Esse número de cobertura futura aumenta ainda mais quando considerado o petróleo armazenado em navios-tanque. Em abril, o petróleo mantido em navios-tanque subiu para cerca de 100 milhões de barris, alta de 18% em relação a março.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) parece estar perdendo a disciplina no corte de produção, uma vez que membros como Irã e Venezuela vazaram barris no mercado para aproveitar a alta dos preços. Segundo a AIE, o cumprimento aos cortes decididos pela Opep no fim do ano passado, de 4,2 milhões de barris por dia, diminuiu para 78% em abril, de 83% em março, com a produção do cartel subindo pela primeira vez desde julho do ano passado.

A AIE prevê que a produção no trimestre atual cairá 200 mil barris por dia a mais do que o projetado no mês passado, para 71,1 milhões de barris por dia. As informações são da Dow Jones.

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