AIE:energia renovável será a principal da Europa em 2030

A participação das energias renováveis quase triplicará na geração elétrica da União Européia nos próximos 25 anos, passando a ser a principal fonte de energia da região, acima da nuclear e do gás natural. A estimativa é da Agência Internacional de Energia (AIE) e foi apresentada hoje pelo delegado geral da Société Française d''Energie Nucléaire (SFEN), Bertrand Vieillard-Baron, em palestra no seminário "Energia nuclear como alternativa sustentável?", organizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). Segundo os dados da AIE, citados por Vieillard-Baron, o segmento de renováveis, que inclui hidrelétricas, energia solar, eólica, geotermal e biomassa, deve gerar o equivalente a 1.350 TWh em 2030, com acréscimo de 183,7% em relação ao registrado em 2004.Com isso, as fontes renováveis passarão a representar 35,5% do total gerado na Comunidade Européia em 2030, ante os 14,6% observados em 2004. O consumo total de energia elétrica na região crescerá apenas 16,8% no período de 25 anos, passando de 3.150 TWh para 3.680 TWh. No Brasil, nesse mesmo intervalo, a geração elétrica subirá de 321 TWh para 1.244 TWh, com aumento de 187%, o que mostra a diferença de ritmo na oferta de energia entre as duas regiões. Os dados referentes ao Brasil são da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no Plano Nacional de Energia 2030.Pelos dados da AIE, além das fontes renováveis, apenas o segmento de gás natural ampliará a participação na Comunidade Européia, com aumento de 41,3% no período, com a geração elétrica subindo de 605 TWh em 2004 (19,2% do total), para 855 TWh em 2030 (23,2% do total). As outras fontes que hoje respondem pela maior parcela no suprimento elétrico registrarão queda na participação, inclusive a energia nuclear, que hoje é a principal fonte de eletricidade na comunidade européia. Segundo Vieillard-Baron, a energia nuclear representa 31,4% do consumo na região (quase 80% na França), com 990 TWh e cairá para 820 TWh em 2030, o que representa redução de 17,2% no período, com a participação caindo para 22,3%.

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