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AIG pagará bônus a empregados da divisão financeira

Total do pagamento a uma das principais responsáveis pelo quase colapso da companhia será de US$ 450 mi

AE-Dow Jones,

15 de março de 2009 | 13h22

A seguradora norte-americana American International Group (AIG) pagará US$ 450 milhões em bônus a seus funcionários da unidade de produtos financeiros, de acordo com o Wall Street Journal. A divisão foi uma das principais responsáveis pelo quase colapso da companhia, que utilizou US$ 173,3 bilhões do governo norte-americano para continuar funcionando até o momento.

 

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O executivo-chefe da AIG, Edward Liddy, disse em uma carta dirigida ao secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, que o pagamento aos funcionários da unidade de serviços financeiros - cujos problemas provocaram perdas substanciais para a seguradora - vencem neste domingo e acrescentou: "francamente, a AIG está de mãos atadas".

 

Os pagamentos não incluem US$ 121,5 milhões referentes a bônus de 2008 que começarão a ser pagos neste mês para aproximadamente 6.400 de seus quase 116 mil funcionários. A AIG, que foi resgatada pelo governo dos EUA em setembro diante do risco de concordata, também fará um pagamento de mais de US$ 600 milhões referente a bônus de retenção de funcionários para mais de 4 mil empregados.

 

Ao todo, os três programas podem resultar em aproximadamente US$ 1,2 bilhão em pagamentos de bônus para os funcionários.

 

Liddy escreveu na carta que os pagamentos aos empregados da unidade de produtos financeiros são "obrigações legais" da AIG e afirmou que há "consequências legais e empresariais graves caso (os bônus) não sejam pagos."

 

"Eu não gosto destes acordos e acho difícil recomendar que prossigamos com eles", afirmou, acrescentando que, no entanto, "honrar os compromissos contratuais é a base do que fazemos no ramo de seguros".

 

O governo colocou Liddy no comando da AIG em setembro, como uma das condições para que a empresa recebesse os recursos federais. Em troca do resgate, os contribuintes norte-americanos receberam uma participação de quase 80% na empresa.

 

Os pagamentos de bônus aos funcionários foram acertados no início de 2008, antes do plano de resgate, e US$ 55 milhões destes pagamentos foram realizados em dezembro, segundo um documento da AIG. Os US$ 450 milhões em pagamentos para funcionários da divisão de produtos financeiros foram divulgados em janeiro.

 

Mas o tom e o conteúdo da carta de Liddy indicam a dificuldade política de realizar o pagamento de bônus a funcionários de uma empresa cujas operações são amparadas basicamente por dinheiro dos contribuintes.

 

Liddy escreveu a Geithner que ele não receberá bônus em 2008 e afirmou que, em resposta a um pedido do secretário, a AIG vai propor mais mudanças às propostas de bônus para os parceiros mais importantes da empresa. Liddy ressaltou que ele e outros altos executivos da AIG não receberão bônus referente a 2008.

 

Mas ele também escreveu que a AIG "não pode atrair os melhores e mais brilhantes talentos se os funcionários acreditarem que a remuneração está sujeita a ajustes arbitrários do Departamento do Tesouro dos EUA".

 

Os US$ 121,5 milhões em bônus referentes a 2008 serão pagos em março, em sua maioria. Os sete principais executivos da empresa não receberão bônus e outros 40 grandes executivos da seguradora terão parte dos bônus pagos em março e a outra parte ainda neste ano. A remuneração estará sujeita ao desempenho da AIG em determinados objetivos, como a implementação de algumas partes do plano de reestruturação da companhia anunciado no início de março.

 

Os bônus referentes a 2008 são diferentes dos bônus para a retenção de funcionários, de US$ 619 milhões, que serão pagos a 4.200 empregados. Estes pagamentos variam entre US$ 92.500 e US$ 4 milhões, de acordo com uma carta escrita pelo deputado democrata Elijah Cummings a Liddy. As informações são da Dow Jones.

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