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Ainda é cedo para retirada generalizada de estímulo, diz FMI

Para diretor-gerente do Fundo, governos deveriam errar pela cautela e postergar fim de políticas anticíclicas

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

23 de novembro de 2009 | 15h27

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou nesta segunda-feira, 23, que ainda é muito cedo para uma retirada generalizada das políticas de estímulo e que os governos deveriam errar pela cautela, uma vez que uma retirada tardia é potencialmente menos perigosa que uma antecipada.

 

Em discurso em Londres, Strauss-Kahn afirmou que, embora as condições na economia global estejam melhorando, elas continuam altamente vulneráveis, ameaçadas pelos sistemas bancários subcapitalizados, fracas finanças das famílias, desemprego elevado e enormes déficits públicos.

 

Ele acrescentou que desenhar e comunicar os planos para consolidação fiscal deve ser a principal prioridade, especialmente para as economias avançadas, onde há "poucos sinais" de pressões inflacionárias, e a política monetária pode ficar acomodatícia "por algum tempo".

 

"Eu acredito que ainda é muito cedo para uma retirada generalizada. A retirada, ao contrário, deveria esperar uma recuperação sustentada na demanda privada, bem como uma estabilidade financeira fortificada", afirmou Strauss-Kahn. "Recomendamos errar pelo lado da cautela, uma vez que uma retirada muito cedo é mais custosa que uma retirada muito tarde", acrescentou.

 

Strauss-Kahn afirmou que a perspectiva geral para o Reino Unido melhorou e que há sinais de que o aumento nos níveis de desemprego está perto do fim, mas a recuperação será contida pelos ajustes nos balanços dos bancos e das famílias. Assim, "a recuperação pode ser de certa forma lenta", disse.

 

O chefe do FMI observou que as atividades de países com superávit serão cruciais na sustentação do crescimento global, e que a valorização do yuan e de algumas outras moedas asiáticas será necessária para alcançar a mudança desejada de exportações para demanda doméstica.

 

Ele também alertou que as incertezas sobre o ambiente regulatório futuro estavam criando incentivos perversos, e enfatizou a importância de anunciar os detalhes de exigências futuras e período para implementação assim que houver oportunidade. As informações são da Dow Jones.

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