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Ainda faltam respostas para o curto prazo

Os líderes da Zona do Euro chegaram a um acordo sobre como resolver a crise das dívidas a partir de 2013, mas foram incapazes de tranquilizar o mercado quanto às medidas de curto prazo, prosseguindo o que foi descrito pelo Fundo Monetário Internacional como avanço gradual rumo à crise.

Análise: Jan Strupczewski, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2010 | 00h00

Em dois dias de reunião de cúpula, os líderes chegaram a acordos prevendo mudanças no tratado da União Europeia para criar o Mecanismo de Estabilidade Europeia, rede permanente de segurança financeira que deve funcionar a partir de 2013 e será responsável por ajudar países com problemas de liquidez, além de permitir a reestruturação da dívida de Estados insolventes.

Mas as preocupações se concentram nas dúvidas quanto à possibilidade de a Zona do Euro dispor de fundos imediatos em quantidade suficiente para ajudar países como Portugal e Espanha se precisarem de um resgate no ano que vem.

"O novo Mecanismo deveria garantir a estabilidade financeira da Zona do Euro no futuro. Ainda assim, a proposta não deixa de ser uma medida insuficiente, pois não resolve a crise atual", disse Carsten Brzeski, economista do banco ING.

O fundo atual da Zona do Euro - a Linha de Estabilidade Financeira Europeia - pode obter empréstimos no mercado respaldados por garantias da região e dispõe de até 440 bilhões para emprestar. Mas muitos economistas dizem que, apesar de só uma pequena fração dos fundos da linha ter sido utilizada para ajudar a Irlanda, os recursos podem se mostrar insuficientes se mais países precisarem de resgate.

O presidente da União Europeia, Herman van Rompuy, disse que ainda não há necessidade de debater um reforço para a Linha, mas que, se for preciso, os líderes farão tudo o que for exigido para garantir a estabilidade da união monetária.

"São palavras cheias de afirmações proclamando a unidade da UE e o êxito das medidas tomadas até agora (...) mas pouco se diz a respeito dos temas mais específicos", disse Ken Wattret, economista-chefe do BNB Paribas.

CORRESPONDENTE DA REUTERS EM BRUXELAS

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