Aguinaldo Santana
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Ainda há muita resistência na Petrobrás, diz Parente

Executivo citou Federação Única dos Petroleiros e os 'partidos de oposição' como exemplos

Fernanda Nunes, Vinícius Neder, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2016 | 23h27

RIO - A nova gestão da Petrobrás está “virando o jogo”, mas ainda há muito trabalho e resistência pela frente, afirmou o presidente da companhia, Pedro Parente. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os “partidos de oposição” são exemplos de resistência, segundo o executivo. Sindicatos dos empregados vão se reunir no início de novembro para decidir se aceitam a proposta de reajuste salarial de 6%, feito pela empresa. Caso contrário, funcionários entrariam em greve pelo reajuste e contra o programa de venda de ativos liderado por Parente.

“Nós vamos e estamos virando o jogo na Petrobrás”, disse o presidente da companhia, ao discursar na sessão de encerramento da feira Rio Oil & Gas. “Falo isso com muito cuidado, porque sabemos que tem muito trabalho pela frente, muita resistência, mas o que nos imbui é o desejo de continuar fazendo essa virada”, completou.

No discurso, o executivo demonstrou otimismo, destacando a ida do presidente Michel Temer ao Rio, para a cerimônia de abertura do evento, considerado o maior do setor de petróleo e gás no País. “Vejo um novo momento, uma nova hora para um setor tão pujante, apesar desse momento difícil por que ele passa”, afirmou Parente.

O presidente da Petrobrás citou ainda avanços na governança da empresa e mudanças na regulação, como a retirada da obrigatoriedade de a estatal ser a única operadora nos projetos no pré-sal. “Dessa crise nasce uma tremenda oportunidade para a nossa empresa e o nosso País”, afirmou Parente.

O executivo defendeu o programa de venda de ativos e parcerias da Petrobrás, que estima envolver quase US$ 35 bilhões. Ao público de visitantes estrangeiros no evento, ele reforçou o otimismo com programa. Segundo declarou, seria uma grande oportunidade para eles, melhor inclusive que a venda dos ativos de telecomunicações nos anos 1990.

“Aproveitem essa oportunidade, porque não vai existir no mundo outra tão boa quanto essa no setor de óleo e gás”, afirmou.

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