Ainda não é hora de novas medidas para crise do euro--Monti

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, disse nesta segunda-feira que é muito cedo para convocar uma reunião de cúpula com todos os europeus sobre a crise da zona do euro, e minimizou a necessidade de uma injeção urgente de fundos pelo Banco Central Europeu (BCE).

Reuters

23 de julho de 2012 | 14h03

Pronunciando-se após encontro em Sochi com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, Monti disse que "ainda não é hora" de outra cúpula sobre a crise regional e disse que a decisão de convocar uma reunião seria prerrogativa do presidente do Conselho da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy.

O premiê tecnocrata disse em entrevista que seria útil se o BCE alocasse novos fundos na economia da zona do euro, mas acrescentou que tal injeção de capital ainda não é necessária.

Monti disse também que Putin o tranquilizou ao dizer que a Rússia não tem intenção de reduzir a fatia de euros em suas reservas.

O banco central da Rússia, o quarto maior detentor de reservas do mundo, mantém pouco mais de 40 por cento de suas reservas internacionais em ativos denominados em euros, tipicamente títulos governamentais. As reservas totais em ouro e moeda estrangeira ultrapassam 500 bilhões de dólares.

(Reportagem de Alexei Anishchuk)

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