Ainda não temos deflação na zona do euro, diz Noyer

O presidente do banco central francês, Christian Noyer, disse que enquanto não há sinais de pressões deflacionárias como as observadas no Japão durante o passado recente, a decisão do Banco Central Europeu (BCE) em cortar a taxa básica de juro para 0,25% ao ano teve como motivação guiar a inflação para próximo à meta de 2%.

AE, Agencia Estado

25 de novembro de 2013 | 04h29

Em discurso no Fórum Financeiro da Paris Europlace, em Tóquio, Noyer afirmou que a taxa básica de juro se manterá no atual baixo patamar por um longo período de tempo.

Para ele, as expectativas inflacionárias estão "bem ancoradas" ao redor de 2%, mas há o risco da inflação na zona do euro permanecer muito baixa por muito tempo. Noyer alertou que uma vez que uma economia registra quedas constantes nos preços é preciso uma forte política para reverter esse quadro.

Ao falar sobre a união bancária na Europa, Noyer voltou a afirmar que um sistema regulatório unificado é um passo crucial para a estabilidade e o crescimento da zona do euro. "A crise tornou claro que um sistema de saúde financeira uniforme é vital para salvaguardar a estabilidade da zona do euro e garantir a transmissão efetiva da uma única política monetária", disse.

O presidente do Banco da França também afirmou que a zona do euro claramente se direcionou a um período de crescimento, apesar da recuperação permanecer fraca e frágil. Fonte: Dow Jones Newswires.

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