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Air France e KLM acertam fusão de US$ 904 milhões

A Air France e a holandesa KLM Royal Dutch Airlines anunciaram, essa manhã, mais detalhes sobre uma complexa união de suas atividades. O acordo confere um valor de 784 milhões de euros (US$ 904 milhões) para a KLM, representando um ágio de 40% sobre o valor de fechamento do papel na sessão de ontem. Os acionistas da KLM controlarão 19% da nova holding que será criada pelas duas empresas e que se chamará Air France-KLM. A participação acionária que o governo francês detém na Air France será reduzida para 44%, já que o acordo estabelece que a empresa fará um lançamento de papéis, em uma operação que diluirá o controle estatal. Atualmente, o governo francês controla 54% da companhia e já tinha se comprometido a reduzir essa participacão para cerca de 20%, quando houvesse condições propícias no mercado. Os demais acionistas da Air France vão ter 37% da nova holding. A Air France-KLM será a maior companhia aérea da Europa e a terceira em escala mundial, com faturamento de 19,2 bilhões de euros e um volume de tráfego aéreo de 58,8 milhões de passageiros por ano. Com a operação, as companhias pretendem gerar uma economia de 600 milhões de euros, mas os custos combinados deverão totalizar cerca de 18 bilhões de euros. Depois da união, a holding deverá manter dois centros operacionais - um no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, e outro no Schiphol, em Amsterdã, o que significa que os custos de manutenção dessas bases continuarão. Para os analistas, a união foi mais favorável para a KLM, que fracassou em três tentativas anteriores de encontrar um grande parceiro, em razão do seu profundo endividamento e da necessidade de reestruturar suas atividades para reduzir custos. O grupo Air France terá, inicialmente, 49% dos direitos a voto na holding Air France-KLM, enquanto os 51% restantes ficarão com duas fundações holandesas e com o governo da Holanda. Essa estrutura complexa, que durará pelo menos três anos, foi necessária para garantir que a KLM não corra o risco de perder os direitos a algumas rotas internacionais, o que poderia ocorrer se o controle fosse majoritariamente francês. Com essa estrutura, a holding pretende vencer resistências de órgãos reguladores europeus e também norte-americanos. A proposta estabeleceu o dia 15 de outubro como deadline para o fechamento final do acordo, após a submissão dos detalhes às autoridades regulatórias, à Comissão da União Européia e do Departamento de Justiça dos EUA.

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