Airbus anuncia corte de 10 mil empregos

A fabricante de aviões Airbus confirmou nesta quarta-feira, 28, cortes de 10 mil empregos e anunciou planos de vender todas ou parte de suas seis fábricas. Trabalhadores protestaram e políticos criticaram os anúncios. O presidente-executivo da Airbus, Louis Gallois, afirmou que a companhia franco-alemã precisa encontrar bilhões de euros em economias de custos e deixar para trás lutas nacionalistas classificadas por ele como "veneno" à empresa. "Precisamos estar interessados no futuro da Airbus e no que é necessário para ela tornar-se uma companhia integrada", disse o executivo. Gallois afirmou a jornalistas que a Airbus eliminará 5 mil empregos e 5 mil vagas terceirizadas nos próximos quatro anos. Cerca de 4.300 postos de trabalho na França, 3.700 na Alemanha, 1.600 na Inglaterra e 400 na Espanha devem ser extintos. O corte de 5 mil funcionários diretos reduzirá a força de trabalho da companhia, que emprega 55 mil pessoas, em 9%. Os números não incluem cerca de 3 mil funcionários em três plantas que serão vendidas: St. Nazaire, na França, e Varel e Laupheim, na Alemanha. Houve protestos em fábricas da Airbus na França e sindicatos alertaram sobre greves generalizadas. Várias centenas de funcionários de produção pararam. Enquanto isso, as ações da EADS, controladora da Airbus, avançaram 1,81%, apesar da fraqueza dos mercados financeiros globais pelos temores de desaquecimento da economia da China e dos Estados Unidos. O abalo na Airbus acontece após o atraso de dois anos na finalização do superjumbo A380, que deixou um rombo de 5 bilhões de euros (US$ 6,61 bilhões) nas contas da EADS. A empresa ainda precisa acelerar o desenvolvimento do A350, jato rival do Boeing 787, que está 5 anos à frente da Airbus.

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