Pascal Rossignol/REUTERS
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Airbus e Boeing relançam briga por vendas no Salão de Bourget

Gigantes do setor aeronáutico se preparam para lançar novos produtos e aumentar encomendas de aviões

Andrei Netto, correspondente, O Estado de S. Paulo

15 de junho de 2015 | 03h00

PARIS - A guerra comercial entre os gigantes europeu Airbus e americano Boeing pela venda de aeronaves será retomada hoje, na periferia de Paris, com a abertura da 51.ª edição do Salão da Aeronáutica e do Espaço de Le Bourget.

Há dois anos, quando da última edição do evento, a disputa mobilizou quase US$ 40 bilhões em encomendas para as duas multinacionais, com ligeira vantagem para a empresa franco-alemã. Já na briga por mercado regional, a Embraer acompanhará o lançamento do novo modelo da Bombardier, cujas vendas ainda não decolaram. 

O Salão de Bourget abre as portas num momento de otimismo para o setor da aviação comercial. De acordo com relatório publicado na semana passada pelo gabinete Argon Consulting, a perspectiva é de que o número de passageiros transportados em aviões pelo mundo dobre até 2030, em relação a 2013, passando de 3 bilhões a 6 bilhões de pessoas – aumento vertiginoso em pouco mais de 50 anos, já que em 1960 as companhias aéreas não transportavam mais de 100 milhões de pessoas.

A voracidade do setor explica os investimentos e a disputa comercial entre Airbus e Boeing. Em 2013, a gigante europeia fechou US$ 39,3 bilhões em negócios, contra US$ 38 bilhões da concorrente. A soma das duas mostra a força do duelo entre europeus e americanos, que responderam por 70% das transações realizadas na França. Neste ano, a rivalidade deve se concentrar entre o Airbus A350 e o Boeing 787 Dreamliner, que serão objeto das demonstrações que tradicionalmente atraem o público ao aeroporto francês. Para Marwan Lahoud, presidente do Grupo de Indústrias Francesas Aeronáuticas e Espaciais (Gifas), a vitalidade da disputa mostra o dinamismo do mercado mundial de aviação.

O Salão de Bourget também representará um novo round entre Embraer e Bombardier, que disputam o mercado da aviação regional. A canadense apresenta em Le Bourget dois novos modelos, o CS100 e o CS300, duas novas aeronaves da CSeries, família lançada há seis anos. Até aqui, 243 unidades foram vendidas, quase o mesmo das 242 encomendas firmes feitas a Embraer pelos modelos E-Jets E2, lançados há apenas dois anos. Não bastasse o rival brasileiro, a Bombardier ainda enfrenta no mercado o Airbus A320 Neo, que já vendeu 3,7 mil unidades, e o Boeing 737 Max, com outras 2,7 mil vendas.

A Embraer, aliás, anunciou que vai ampliar a presença em Le Bourget com a construção de uma nova sede para atividades de manutenção e serviços dedicados à aviação business. O conjunto contará com um hangar de 4 mil metros quadrados (m²), um atelier de manutenção com 3 mil m², e outros 1,5 mil m² de escritórios. A obra se completará com 7,3 mil m² para estacionamento de aviões, segundo Tulio Pellegrini, presidente da Embraer Executive Jets, em comunicado.

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