Ajuda a agências pode custar US$ 25 bi, diz Congresso dos EUA

Governo dos Estados Unidos defende ajuda a hipotecárias como essencial no combate à crise de crédito

Patrícia Fortunato, da Agência Estado,

22 de julho de 2008 | 13h27

A proposta do Departamento do Tesouro para ajudar as agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac pode custar US$ 25 bilhões ao governo dos EUA se for utilizada, afirmou o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) nesta terça-feira, 22. O CBO disse ainda que há 5% de chances de que as perdas das duas agências sejam de mais de US$ 100 bilhões.   Veja também: EUA podem aprovar plano para agências até sexta, diz Paulson Entenda os efeitos da crise nos Estados Unidos Cronologia da crise financeira As grandes crises econômicas    O CBO diz que expandir temporariamente a linha de crédito das agências e permitir que o Tesouro compre participações acionárias em ambas pode custar US$ 25 bilhões nos anos fiscais de 2009 e 2010.   O valor estimado pelo CBO deve causar controvérsia. O secretário do Tesouro, Henry Paulson, e congressistas norte-americanos disseram que não há necessidade imediata de o governo tirar proveito da autoridade extra que teria com a aprovação da proposta. O governo defende que o apoio às agências tem por objetivo ampliar a confiança nos mercados financeiros, depois das preocupações com a solvência das duas companhias.   O CBO reconheceu a possibilidade que as autoridades extras jamais sejam exercidas. "O Escritório de Orçamento do Congresso estima que há uma chance significativa - provavelmente maior que 50% - de a proposta de mais poderes para o Tesouro não ser utilizada antes que expire, em dezembro de 2009", disse o diretor do escritório, Peter Orszag, em carta datada desta terça-feira ao presidente do Comitê de Orçamento da Câmara, o democrata John Spratt Jr.

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