Ajuda à construção sai nesta 4ª e terá R$ 3 bi, diz Mantega

Segundo ministro da Fazenda, linha para trazer capital de giro às empresas terá custo inferior ao de mercado

Fabio Graner e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

28 Outubro 2008 | 13h29

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira, 28, que divulgará nesta quarta um programa de capital de giro para as empresas do setor de construção civil. Ele explicou que os recursos não virão do FGTS, mas sim de uma linha especial da Caixa Econômica Federal. Segundo Mantega, o montante será da ordem de R$ 3 bilhões, mas o custo financeiro ainda não está definido.   Veja também: Mantega volta ao Congresso para explicar MP 443 nesta 3ª Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundo Veja os primeiros indicadores da crise financeira no Brasil Lições de 29 Veja o que muda com a Medida Provisória 443 Veja as semelhanças entre a MP 443 e o pacote britânico Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    De acordo com ele, o custo das operações será inferior ao praticado pelo mercado atualmente. Mantega também mencionou a disponibilização do capital de giro para a indústria em geral, mas não deixou claro se isso acontecerá por meio do sistema financeiro privado ou se será um programa do governo.   O ministro destacou que o governo trabalha para fazer uma política anticíclica que garanta a continuidade do crescimento do País. Nesse sentido, ele enfatizou que os investimentos públicos, em especial os relacionados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), não serão paralisados.   Segundo Mantega, a estratégia do governo Lula está clara e é pautada pelo estímulo aos investimentos públicos, de modo que estes incentivem o setor privado a se expandir. "Esta crise não mudou a direção. Não mudou a relação entre o Estado e o setor privado. O Estado é regulador e busca incentivar o setor privado", afirmou o ministro, destacando que esse modelo estava funcionando perfeitamente até o agravamento da crise.   De acordo com ele, o governo, ao ajudar as instituições financeiras, não está mirando em uma estatização, nem privilegiando um setor, mas garantindo que os recursos financeiros cheguem ao setor produtivo. Ele também lembrou que o governo está estimulando crédito no setor agrícola.   Ainda em relação aos bancos e à medida provisória 443, que aumenta os poderes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, Mantega afirmou que não há nada de estatização nesse medida e ressaltou que o objetivo o governo é resolver questões emergenciais. "Se os bancos privados fizerem, melhor. Mas se eles não atuarem temos os bancos públicos. Estamos fazendo isso para manter um crescimento", afirmou o ministro.

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