Ajuda a Dubai World impulsiona bolsas na Europa

O financiamento de US$ 10 bilhões recebido pelo Dubai World trouxe alívio para o começo da semana e abriu espaço para o avanço das bolsas europeias nesta segunda-feira, 14, com bancos em destaque. A melhora no sentimento dos investidores também faz o euro subir em relação ao dólar, enquanto o ouro spot dá continuidade à trajetória de alta. Já o petróleo recua, em meio ao desmonte de posições compradas.

Nathália ferreira, da Agência Estado,

14 de dezembro de 2009 | 08h47

 

A divulgação dos dados de produção industrial na zona do euro esfriou parte dos ânimos dos investidores na Europa, mas nada que comprometesse o tom positivo. A produção industrial na região caiu 0,6% em outubro ante setembro e recuou 11,1% ante outubro do ano passado. A queda em base anual foi a 18ª consecutiva para essa medida.

 

Dubai recebeu nesta segunda US$ 10 bilhões em financiamento de Abu Dhabi, recursos que pagarão parte da dívida da Dubai World e de sua unidade imobiliária Nakheel. Do ontante, US$ 4,1 bilhões serão utilizados no pagamento de bônus islâmicos (sukuks) da Nakheel, que vencem hoje. O restante servirá para financiar as necessidades da Dubai World até o final de abril de 2010.

 

Contudo, o conglomerado informou que continuará a trabalhar com seus credores no mercado financeiro para negociar um acordo de paralisação de dívida, depois de ter recebido uma ajuda de US$ 10 bilhões do emirado de Abu Dhabi.

 

"Abu Dhabi basicamente indicou que Dubai estará bem para suas dívidas", disse o consultor de clientes privados Marcus Droga, da Macquarie Private Wealth. "Isso reforça as opiniões anteriores de que Abu Dhabi ajudaria Dubai e sugere que a região ficará bem", acrescentou.

 

A questão de dívida soberana deve continuar no foco dos investidores, com os planos orçamentários de países como Grécia e Irlanda atraindo atenção dos investidores, afirmou Ian Williams, economista da Altium Securities. Hoje, o primeiro-ministro grego detalhará medidas fiscais sobre como reduzir o elevado déficit orçamentário do país.

 

Às 8h20 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,98%, Paris ganhava 0,68% e Frankfurt tinha alta de 0,99%. As ações do Standard Chartered saltavam 4,01% e as do Royal Bank of Scotland subiam 1,2% - os bancos britânicos eram considerados alguns dos mais expostos aos problemas de Dubai.

 

Entre os futuros de Nova York, o do Nasdaq 100 subia 0,52% e o S&P 500 avançava 0,53%.

No mesmo horário, o ouro spot registrava alta de 0,70%, a US$ 1.122,85 a onça troy, impulsionado por compras físicas, pelo apetite por risco e pela desvalorização do dólar. O euro ganhava 0,31%, a US$ 1,4671.

 

Na Nymex eletrônica, o petróleo para janeiro recuava 0,37%, a US$ 69,62 o barril. "Embora o momento esteja agora excessivamente vendido, o viés negativo permanece uma vez que especuladores continuam desmontando posições compradas anteriores", disseram analistas do Barclays Capital. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
bolsasmercadosEuropaDubai

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.