Ajuda à Espanha é para bancos, não para outro uso--UE

O volume de até 100 bilhões de euros que a zona do euro concordou em emprestar à Espanha é apenas para a recapitalização dos bancos do país e não para qualquer outro uso possível, como intervenção no mercado de títulos, afirmou a Comissão Europeia nesta quinta-feira.

Reuters

20 de julho de 2012 | 13h35

"Os até 100 bilhões de euros que a zona do euro vai comprometer-se a fornecer aos bancos espanhóis é para fazer apenas isso, é apenas para esse propósito e para nenhum outro", afirmou o porta-voz da Comissão Simon O'Connor.

"Não há ligação entre assistência para recapitalização de banco na Espanha e qualquer outro tipo de assistência financeira, que pode ser pedida em algum outro momento oportuno por Espanha ou qualquer outro", disse ele.

O jornal espanhol El País disse nesta quinta-feira que qualquer valor não utilizado para recapitalização bancária dentro dos até 100 bilhões de euros poderia ser usado para comprar dívida pública.

"As notícias da imprensa foram baseadas em uma interpretação errada do documento legal", explicou O'Connor.

O documento que esclarece o acordo acertado com a zona do euro para um resgate de até 100 bilhões de euros informa que o dinheiro não usado na recapitalização pode ser usado para diferentes objetivos. Madri ainda tem que especificar quanto dinheiro pretende tomar emprestado.

Mas para que isso aconteça, a Espanha terá que pedir formalmente a concordância dos ministros das Finanças do Eurogroup.

Se isso acontecer, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) irão renegociar o memorando de entendimento, e as autoridades de Finanças da zona do euro, juntamente com o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês), irão elaborar termos específicos para essa ajuda.

Isso se aproximaria muito de um resgate soberano total, o que Madri tem evitado desesperadamente pedir, pois vê uma série de humilhações ligadas a tal ajuda.

(Reportagem de Jan Strupczewski)

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