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Ajuda a montadoras pode exigir liberação do Congresso dos EUA

Segundo presidente da Câmara, necessidade de autorização vai depender do tamanho do socorro ao setor

Renato Martins, da Agência Estado,

15 de dezembro de 2008 | 18h44

A presidente da Câmara dos Estados Unidos, deputada Nancy Pelosi, disse que o secretário do Tesouro, Henry Paulson, poderá ser obrigado a pedir a liberação da segunda tranche de US$ 350 bilhões do pacote de ajuda ao setor financeiro para financiar um plano de socorro à indústria automotiva. Segundo Pelosi (Partido Democrata/Califórnia), a liberação dos recursos pelo Congresso poderá ser necessária, dependendo do tamanho do pacote de socorro às montadoras que o governo Bush está preparando. Veja também:Bush diz não estar pronto para anunciar ajuda a montadorasMontadoras ainda aguardam decisão sobre ajudaDesemprego, a terceira fase da crise financeira globalDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Ela ressalvou que o Congresso não permitirá que os recursos sejam liberados pelo Programa de Alívio para Ativos Problemáticos (Tarp) sem que seja aprovada uma legislação adicional exigindo que o governo faça mais para ajudar os proprietários de casa própria que estão em dificuldades para evitar a execução de suas hipotecas e supervisione de modo mais duro as empresas do setor financeiro que estão recebendo ajuda. Pelosi disse ainda que está trabalhando com o presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, deputado Barney Frank (Partido Democrata/Massachusetts), na elaboração de um projeto de lei que muda os termos da aplicação do programa Tarp.  Sobre o pacote de ajuda às montadoras, a deputada disse esperar que a Casa Branca esteja elaborando seu plano com base no projeto que foi aprovado na Câmara na semana passada, e não o que acabou morrendo no Senado, pois este exigia uma renegociação dos contratos coletivos de trabalho entre as montadoras e os sindicatos.  Novo pacote Pelosi afirmou ainda que um segundo pacote de estímulo à economia poderia totalizar US$ 600 bilhões, dos quais um terço viria na forma de reduções dos impostos para a classe média. Segundo ela, o tamanho do pacote ainda está sendo discutido entre as lideranças democratas no Congresso e a equipe do presidente eleito, Barack Obama (do mesmo partido). Ela acrescentou que a cifra de US$ 600 bilhões foi recomendada por economistas como o mínimo necessário para que haja um impacto significativo na economia. A deputada também disse que os detalhes do pacote deverão ser debatidos no Congresso em janeiro, antes da posse de Obama, no dia 20. Ela negou que o pacote em elaboração seja "um programa de obras públicas no estilo dos anos 1930".

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