''Ajuda a pagar as contas de casa''

Ampliação do seguro-desemprego é bem recebida

Paulo Justus, O Estadao de S.Paulo

12 de fevereiro de 2009 | 00h00

Quem já protocolou o pedido de seguro-desemprego para receber o número máximo de parcelas mensais - anteriormente de cinco -, diz que a ampliação para até sete parcelas seria bem-vinda. A operadora de máquina de costura, Sara Alves Coutinho, de 39 anos, diz que com mais tempo poderia encontrar um emprego mais bem remunerado. "Hoje estou costurando dentro de casa porque o mercado de trabalho está difícil."Sara foi demitida há dois meses da confecção onde trabalhou por oito anos. Ontem ela deu entrada no pedido do seguro-desemprego e deve receber, a partir do mês que vem, cinco parcelas de R$ 518. "Não é muito, mas ajuda a pagar as contas de casa", afirma. Na fábrica, Sara recebia R$ 800 que gastava para pagar as contas da casa e a alimentação dos dois filhos.Já a ex-gerente de banco Margarete Cacheffo, de 41 anos, diz que vai aguardar para dar entrada no pedido de seguro-desemprego, depois que soube da notícia do aumento do número de parcelas. "Tenho até 120 dias para dar entrada no pedido e vou aguardar os detalhes da medida", diz. Na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), os atendentes não a tinham mais informações sobre a ampliação das parcelas do benefício ontem. Segundo o Ministério do Trabalho, a ampliação das parcelas será válida para os setores mais atingidos pelo desemprego e poderá ser reivindicada pelos trabalhadores que entraram com o pedido de seguro-desemprego a partir de dezembro.Margarete foi demitida há dois meses, após 15 anos de trabalho num grupo financeiro. Ela teria direito a cinco parcelas de R$ 870, valor máximo pago atualmente. "É um valor muito pequeno, pago por pouco tempo, principalmente se comparado com os valores que a gente contribuiu durante esses anos todos." Depois da demissão, Margarete decidiu empreender. Abriu uma corretora de seguros e passou a prestar consultoria para os clientes que antes atendia no banco. "A consultoria deve crescer bastante neste ano por causa da crise."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.