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Ajuda alemã a GM depende de plano dos EUA, diz ministro

Montadora já recebeu US$ 13,4 bi em empréstimos emergenciais do Tesouro dos EUA e pediu outros US$ 16,6 bi

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

17 de março de 2009 | 14h51

A Alemanha não decidirá sobre se vai oferecer ajuda para a General Motors e como o fará até que a montadora defina seus planos de reestruturação com o governo dos Estados Unidos, disse o ministro da Economia alemão, Karl-Theodor Zu Guttenberg, ao Wall Street Journal. "Tudo depende de qual conceito a companhia vai divulgar" para o Departamento do Tesouro dos EUA, afirmou ele.

 

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Até agora, a GM recebeu US$ 13,4 bilhões em empréstimos emergenciais do Tesouro dos EUA e pediu à força-tarefa da indústria automotiva do governo Obama pelo menos US$ 16,6 bilhões em ajuda adicional. A força-tarefa deve tomar uma decisão até 31 de março.

 

A GM já sinalizou que está disposta a vender uma fatia majoritária na Opel, o centro das operações europeias sediado na Alemanha, para levantar caixa e reestruturar seus negócios. A montadora pediu a Alemanha e a outros governos europeus 3,3 bilhões de euros (US$ 4,2 bilhões) para ajudar a financiar seu esforço de redução de tamanho.

 

O ministro alemão disse que o governo do país não está disposto a assumir uma participação na Opel, mas está aberto a garantir empréstimos para um investidor privado. Mas, até o momento, o governo alemão está frustrado que a GM ainda não ofereceu um plano detalhado sobre o que pretende fazer com a Opel, acrescentou.

 

"Havíamos pedido um conceito (da GM) desde novembro passado e não tínhamos recebido um até três semanas atrás... e (esse) ainda levantou a necessidade de fazer mais perguntas", disse o ministro ao WSJ.

 

O ministro informou ter se reunido com o executivo-chefe da GM, Rick Wagoner, e o diretor de operações, Frederick "Fritz" Henderson, ontem e saiu do encontro animado com a disposição deles em responder às preocupações do governo alemão.

 

Entre as questões que a GM ainda não esclareceu, está se a Opel teria acesso às patentes da GM e outras propriedades intelectuais - itens que seriam necessários para a Opel operar como montadora semi-independente. A Alemanha quer que a Opel tenha "acesso ilimitado" às patentes da GM, afirmou o ministro alemão. A Alemanha também quer esclarecer se a Opel poderia competir em mercados como a Ásia, onde potencialmente competiria com a GM, acrescentou ele.

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