Ajuda às elétricas retoma acordos suspensos, diz Arce

O pacote de ajuda para as distribuidoras de energia elétrica promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nada mais é do que a retomada de acordos que o governo federal havia mantido com o setor elétrico e suspendido posteriormente. A avaliação é do secretário de Energia do Estado de São Paulo, Mauro Arce. "O que o governo está promovendo é a retomada do acerto anterior, com a compensação do não repasse dos custos não-gerenciáveis, além da liberação da parcela que faltava do empréstimo de socorro das companhias e que estava suspenso", comentou, após participar de seminário na Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. O secretário ressaltou ainda que "não é verdadeiro" o entendimento de que acionistas capitalizarão suas companhias futuramente. "Algumas empresas privadas, como a CPFL, de sociedade 100% brasileira, estão sendo capitalizadas por seus acionistas. Mas não sabemos se as empresas estrangeiras também farão e, no caso de estatais, não há recursos para aportes de capital para as empresas", comentou.O secretário lembrou ainda existir dificuldade financeira entre as empresas geradoras de energia, que tiveram redução de 25% na obrigatoriedade da contratação de sua energia pelas distribuidoras nesse ano e ainda sofrem com a sobra de eletricidade no mercado. "No caso da Cesp, por exemplo, perdemos 25% dos nossos contratos, o que representa 900 megawatts e deixamos de faturar R$ 400 milhões este ano. O que esperamos é voltar a vender esses 900 megawatts e não perder mais 25% no ano que vem. Esperamos que o governo encontre medidas para atenuar esse problema", comentou. "Os acionistas privados poderiam colocar dinheiro na companhia, mas não temos recursos", complementou, ao lembrar que a geradora é estatal.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.