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Ajuda às montadoras enfrenta resistência do governo Bush

Fabricantes em dificuldades esperam ações efetivas dos democratas, do Congresso e de Obama

Da redação,

18 de novembro de 2008 | 15h13

O presidente norte-americano George Bush e  seu sucessor, Barack Obama, têm posições opostas sobre a ajuda a ser dada às montadoras em crise. A posição do governo Bush é clara. O  Secretário do Tesouro, Henry Paulson, repetiu nesta terça-feria, 18, sua objeção a utilizar uma parte do programa de resgate de US$ 700 bilhões para ajudar os frabricantes de automóveis norte-americanos, apesar de alertas de membros do Congresso de que a quebra de uma grande empresa desse segmento representa um risco sistêmico. "Eu não vejo isso como um propósito do (Programa de Alívio de Ativos Problemáticos)", afirmou Paulson durante audiência do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara.     Já o presidente eleito, que tomará posse em janeiro, defende a ajuda financeira para as montadoras. Ele terá maioria no Congresso, mas vai precisar do apoio dos republicanos.  A ajuda também é bem vista pelo presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. Para ele, a capacidade do Tesouro de usar o Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp) para injeções de capital e outras medidas para estabilizar os mercados, "incluindo quaisquer ações que possam ser necessárias para evitar uma quebra desordenada de uma instituição financeira sistematicamente importante", serão chave para restabelecer a confiança nos mercados.     O Senado dos EUA estuda um projeto de lei, de autoria dos democratas, que prevê empréstimos do governo norte-americano às três principais montadoras do país - Ford, General Motors e Chrysler -, mas a concessão dos financiamentos seria atrelada a contrapartidas, como limites para os salários de executivos. A proposta   garantiria às montadoras US$ 25 bilhões do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp) e incluiria limites mais estritos no pagamento de bônus e outras compensações aos executivos, que foram impostos aos executivos das financeiras que usam os recursos do Tarp. A administração Bush, contudo, insiste que esses recursos são exclusivos para o setor financeiro.     Hoje, o  executivo chefe da Ford, Alan Mulally, afirmou que acredita poder convencer o Congresso  de que a companhia está progredindo devido a um plano de reestruturação, numa tentativa de incentivar a aprovação de um possível pacote de auxílio às montadoras, durante uma audiência no Senado, de acordo com o Wall Street Journal.     Mulally disse à rede de televisão ABC que a Ford "está passando por um plano que transformará completamente a companhia" e que nesta semana uma fábrica de caminhões em Michigan começará a ser reformada para que possa produzir veículos menores.Ele acrescentou que a concordata não é uma boa saída para a Ford ou para as demais montadoras dos EUA. "Não acho que as pessoas comprarão de uma empresa que está em processo de concordata". Segundo o Journal, Mulally afirmou que a Ford já havia interrompido os incentivos e bônus salariais para os executivos da companhia, mas destacou que "é muito importante compensá-los pelo trabalho duro".     Mulally e os principais executivos da General Motors e da Chrysler - Rick Wagoner e Robert Nardelli, respectivamente - participarão hoje de uma audiência no Senado, numa tentativa de convencer os parlamentares a aprovarem o projeto de lei do pacote de auxílio às companhias. Eles serão acompanhados pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Automotiva, Ron Gettelfinger. As informações são da Dow Jones.     Dana Perino, porta-voz da Casa Branca, disse que o governo considera apropriada a linha de crédito de um programa do Departamento de Energia (DoE) destinado a acelerar o desenvolvimento de veículos mais eficientes em termos de uso de combustível. "Não penso que devemos dar mais US$ 25 bilhões, além dos outros US$ 25 bilhões que já estão sobre a mesa, a menos que as montadoras possam nos mostrar que têm um longo caminho para a viabilidade", disse Perino. "Elas querem US$ 25 bilhões adicionais, o que acreditamos não ser razoável nem necessário", disse Perino.     Com Gustavo Nicoletta, Nathália Ferreira e Ana Conceição, da Agência Estado        

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