Ajuda do BNDES às empresas cresce 38%

Os desembolsos do BNDES até agosto somaram R$ 20,921 bilhões, o que representa um aumento de 38% em relação aos oitos primeiros meses do ano passado. A maior parte dos recursos (49%) foi destinada a projetos da indústria, que corresponderam a um total de R$ 10,220 bilhões. Logo a seguir vem o setor de infra-estrutura, com R$ 6,695 bilhões (32%); agropecuária, com R$ 2,494 bilhões (12%); comércio e serviços, com R$ 1,243 bilhão (6%); e educação e saúde, com R$ 269 milhões (1%). Com isso, o limite de desembolso previsto para o ano, de R$ 28 bilhões, será alcançado, segundo o BNDES.O BNDES destinou US$ 2,524 bilhões, de janeiro a agosto, para o setor exportador, um crescimento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi influenciado pela liberação de US$ 1,954 bilhão para o segmento de equipamentos de transporte, no qual a Embraer tem o maior peso. O desembolso para este segmento foi 115% maior do que no mesmo período do ano passado. Outro setor que registrou crescimento elevado (511%) em relação a 2001 foi o de comércio/reparação de veículos para exportação, que recebeu do banco US$ 69 milhões. Além desses segmentos, couro e artefatos foi o terceiro setor com saldo positivo (10%) em comparação ao ano anterior, com US$ 35 milhões. Os outros três segmentos exportadores que constam da carteira de desembolsos do BNDES tiveram redução ante 2001, no período entre janeiro e agosto: produtos alimentícios e bebidas, com US$ 177 milhões (em queda de 46%); máquinas e equipamentos, com US$ 122 milhões (recuo de 3%), e a rubrica outros setores, com US$ 167 milhões (retração de 40%). Na divisão por porte de empresa, 78% do total de desembolsos do BNDES de janeiro a agosto (o equivalente a R$ 16,259 bilhões) foram para grandes companhias, em quase cinco mil projetos, enquanto 22% (ou R$ 4,662 bilhões) se destinaram a micro, pequenas e médias empresas e pessoas físicas, que tiveram aprovadas 75,9 mil operações. Para a classificação do porte das empresas, o banco adota o critério de receita operacional bruta: até R$ 900 mil para microempresa; entre R$ 900 mil e R$ 7,875 milhões para pequena; entre R$ 7,875 milhões e R$ 45 milhões para média, e acima de R$ 45 milhões para grandes.

Agencia Estado,

12 de setembro de 2002 | 19h48

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.