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Ajuste da balança externa é um dos pontos a serem comemorados, afirma Trabuco

Presidente do Bradesco diz que, com a atual taxa de câmbio, o Brasil ficou 'apetitoso' aos olhos dos investidores estrangeiros

Fernanda Guimarães, Mario Braga e Ricardo Leopoldo, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2015 | 12h29

SÃO PAULO -  O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, disse nesta segunda-feira que o País tem algumas coisas a serem comemoradas neste ano, como o ajuste da balança externa e a explicitação dos problemas fiscais. 

"Tivemos uma inflexão nas contas externas e acho que esse é um capital que o ano de 2015 joga para 2016. E hoje está muito mais clara a necessidade de se olhar para 2016", afirmou o executivo a jornalistas após premiação da revista Carta Capital, em São Paulo. Outro ponto, destacou, é que neste ano ficou claro que a política monetária "tem uma gordura que só poderá ser gasta com um fiscal diferente daquele que está sendo colocado."

Trabuco destacou que, com a atual taxa de câmbio, o Brasil se mostra "apetitoso" aos olhos dos investidores estrangeiros. "O mundo tem liquidez e o câmbio favorece", disse. 

No entanto, ele lembrou da importância que nesse momento haja uma separação daquilo que faz parte da economia real, "a parte do crescimento" segundo ele, da do mundo dos políticos. "Essas questões estão muito conjugadas e isso nunca acaba bem, porque leva a um menor crescimento", afirmou. 

PIB. Trabuco lembrou que, no começo de 2015 já se falava que este não seria um ano para se comemorar o PIB, mas exatamente para "explicitar alguns questões". "O ano de 2016 está para ser conquistado. Perdemos o PIB, perdemos no ranking do mundo no PIB, mas o PIB existe, está funcionando. Temos que construir a partir dessa base que nos foi dada", disse.

Em relação ao crédito, o presidente do Bradesco disse que está muito fraco porque o PIB recuou mais do que o esperávamos. "Começamos o ano com PIB abaixo de 1% e agora a previsão é mais pessimista, como se vê no noticiário", destacou.

Agora, Trabuco citou que a expectativa é para uma estabilização da economia e que isso pode trazer investimento. "Tem muita coisa a ser feita, muita coisa a ser financiada, mas existe uma retranca, um compasso de espera", declarou.

Da análise do ponto de vista do investimento, Trabuco citou que o "ano não foi ganho". Segundo ele, tendo em vista esse cenário, o governo tem uma "missão espetacular". "Independente dos problemas políticos uma pauta mínima acaba sendo necessária, uma pauta de emergência, uma pauta para a retomada", destacou.

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