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Ajuste da Petrobrás é reconhecido pela AIE

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) reconheceu no Relatório Mensal do Petróleo mais recente a disposição da Petrobrás de ajustar as contas e aumentar a eficiência operacional

O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2016 | 04h00

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) reconheceu no Relatório Mensal do Petróleo mais recente a disposição da Petrobrás de ajustar as contas e aumentar a eficiência operacional. “Num esforço para reduzir seu endividamento expressivo e restaurar a confiança dos investidores, a Petrobrás cortou seus investimentos planejados para os próximos cinco anos em 25%, para o menor nível da década”, afirma o texto.

O relatório citou os comunicados da empresa – a mais endividada companhia de petróleo do mundo, com débitos de US$ 124 bilhões em junho, segundo a IEA – sobre a revisão do planejamento, corte dos gastos de capital e disposição de completar a venda de ativos de US$ 15,1 bilhões no biênio 2015/2016 e obter mais de US$ 19,5 bilhões com alienação de bens entre 2017 e 2021.

“Ao mesmo tempo, a Petrobrás está fazendo progressos na redução de custos e aumento da eficiência, especialmente na administração da construção e término de poços em áreas offshore”, diz a IEA.

A Petrobrás está aumentando a produtividade dos campos do pré-sal, reduzindo o tempo para furar novos poços de 310 dias para 89 dias e cortando os custos de extração.

Os técnicos da IEA estimam que a produção brasileira de petróleo cresça 75 mil barris por dia (b/d) neste ano e 290 mil b/d no ano que vem, atingindo 2,9 milhões de barris. A Petrobrás calcula que a produção da empresa atinja 2,77 milhões de b/d em 2021.

O ajuste da Petrobrás é particularmente importante numa fase de mudança do mercado do petróleo. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) “tem efetivamente abandonado a política de mercado livre seguida nos últimos dois anos”.

A mudança já causou alta de preços da commodity, que há dias superavam US$ 50 o barril para o tipo West Texas Intermediate (WTI) e US$ 52 o barril para o tipo Brent, seguindo-se pequena queda. O mercado se fortaleceu também com leve baixa de estoques, em agosto, nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), inclusive EUA e Japão.

A reunião da Opep marcada para novembro deixará mais claro se países como Irã, Líbia e Nigéria aceitarão algum controle sobre a produção ou se o ônus pela menor oferta ficará centrado na Arábia Saudita.

Para a Petrobrás, o principal é reconquistar a confiança de investidores, abrindo espaço para cortar custos financeiros.

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