Yuri Gripas/Reuters
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Ajuste fiscal depende de idade mínima e redução de benefícios de servidores, diz FMI

Segundo o Fundo Monetário Internacional, a reforma da Previdência é essencial para o País cumprir o teto de gastos federais a partir de 2020

Ricardo Leopoldo, correspondente, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2019 | 17h33

NOVA YORK - O Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou, em documento sobre as condições econômicas do Brasil, que a reforma da Previdência é essencial para o País cumprir o teto de gastos federais a partir de 2020. “A ambiciosa proposta de reforma em consideração no Congresso estabilizará os gastos com pensões na próxima década e tornará o sistema mais equitativo”, apontou o FMI.

“Para entregar os necessários ajustes fiscais, o Congresso deve preservar o sugerido aumento da idade de aposentadoria e redução de elevados benefícios, particularmente de funcionários do serviço público.”

O FMI também aponta que uma reforma robusta da Previdência e medidas adicionais na área fiscal são necessárias para colocar a dívida pública em trajetória sustentável, o que elevará a confiança de investidores.

O Fundo ressalta que é bem-vinda a agenda de reformas do governo, que também inclui privatizações, abertura comercial e redução da intervenção do Estado no mercado de crédito. Estas reformas são essenciais para reforçar o potencial do crescimento do País.

O Fundo Monetário Internacional também destaca que a política monetária adotada pelo Banco Central apoia apropriadamente o nível de atividade.

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