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Ajuste nos EUA causa crise na AL, diz Sobeet

A turbulência no mercado de capitais e títulos no Brasil é resultado do início de uma crise de liquidez motivada por um processo de ajuste patrimonial nos Estados Unidos e não pela liderança do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, nas pesquisas de intenção de voto, o chamado risco-eleitoral. A argumentação é defendida na última edição do Boletim da Sobeet (Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização).Para sustentar a tese, a Sobeet observa que o Dow Jones, índice da Bolsa de Nova York, está abaixo dos 10 mil pontos, com perda de 13,64% em 12 meses até 21 de junho. No mesmo período, o Nasdaq-100 recuou 40%. Esse ajuste patrimonial revela a deterioração nos balanços das empresas listadas em bolsa, provocada sobretudo pelo alto nível de endividamento dessas companhias, o que já reverbera nas economias periféricas na forma de uma crise de liquidez de divisas.Assim, conclui a entidade, a retração nos fluxos voluntários de capitais para os mercados emergentes, em especial para a América Latina, demonstra o ajuste patrimonial em curso nos países centrais, representando também a queda na capacidade de importação dessas mesmas economias. Esse quadro se traduz no aumento das dificuldades para rolagem dos passivos externos, privados e públicos, latino-americanos.Um outro ponto nesse mesmo quadro, segundo a Sobeet, é o impacto desse movimento sobre o câmbio de Argentina, México, Chile e Brasil na semana de 17 a 21 de junho. "Houve um claro movimento uniforme de desvalorização das moedas locais frente ao dólar, o que desarticula a tese de risco-eleitoral sobre mercado financeiro doméstico."

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