Ajustes monetários não são necessários, diz Kuroda

O presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda, afirmou nesta terça-feira que as condições econômicas atuais e os fatores de risco não justificam um ajuste da política monetária neste momento.

MARCELO RIBEIRO SILVA, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Agencia Estado

11 de março de 2014 | 06h41

Kuroda reiterou que o banco central não hesitará em fazer ajustes necessários caso a meta de inflação de 2% se tornar difícil de ser alcançada.

"O índice de preços ao consumidor está se aproximando da meta e por isso não vejo a necessidade de fazer um ajuste da política monetária neste momento", disse Kuroda.

Além disso, o presidente do BoJ afirmou que acredita o crescimento das exportações nas economias emergentes vai acelerar a partir de agora. Sobre a Ucrânia, Kuroda disse que acredita que o impacto da situação política do país na economia mundial deve ser limitado por enquanto.

O presidente do banco central japonês disse que o efeito de aumento de imposto sobre vendas em abril pode ser de alta de 1,7%. Ele também explicou que a taxa de desemprego do Japão sugere que o país está muito perto de pleno emprego. Kuroda afirmou que a bitcoin não está qualificada para ser uma moeda.

Mais cedo, o BoJ manteve por unanimidade a política monetária, cuja principal característica é a aceleração da base monetária em 60 trilhões de ienes a 70 trilhões de ienes por ano em um esforço para acabar com anos de deflação.

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