AL está no caminho certo para reduzir a pobreza, diz Cepal

O secretário-executivo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), José Luis Machinea, afirmou nesta quarta-feira, 14, que ambas as regiões estão no caminho certo para reduzir os níveis de pobreza até os estabelecidos nos Objetivos do Milênio da ONU para 2015."O progresso é ligeiramente melhor do que o esperado para 2006, epaíses como Brasil e Chile já cumpriram com sua parte", afirmouMachinea em Tóquio, durante um seminário organizado pela Universidade das Nações Unidas (UNU) e pelo Banco Interamericano para o Desenvolvimento (BID).No evento, o secretário-executivo da Cepal proferiu umapalestra sobre os desafios sociais e econômicos na América Latina e no Caribe, destacando a agenda de desenvolvimento para a região.Os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio adotados portodos os países da ONU na cúpula de 2000 da organização incluem aredução da pobreza extrema e da fome, o acesso universal à educação primária, a promoção da igualdade entre homens e mulheres, a redução da mortalidade infantil e a melhoria da saúde materna.Apesar da mensagem de otimismo, Machinea disse que o crescimentoeconômico da América Latina e do Caribe "não é suficiente" paraalcançar o ritmo imposto pelos países asiáticos em vias dedesenvolvimento.Segundo o secretário-executivo da Cepal, a "chave dodesenvolvimento latino-americano está em diversificar a economia" e fugir de uma produção concentrada no setor primário. Para isso, Machinea exortou os países latino-americanos a investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação.Segundo dados da Cepal, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita da América Latina e do Caribe cresceu nos últimos quatro anos a um ritmo anual de 3%, o mesmo que o aumento total registrado entre 1980 e 2003.No entanto, "é necessário reduzir a desigualdade na distribuiçãoda riqueza, além de melhorar a coesão interna dos países paracontinuar avançando", afirmou Machinea, já que, apesar de "a pobreza extrema ter caído cerca de 25% em quatro anos", os níveis de pobreza continuam altos.O bom comportamento da economia mundial, a qual Machinea nãoacredita que "entrará em crise, apesar de o crescimento americanoestar perdendo força", joga a favor da América Latina e do Caribe, já que favorece o envio de remessa de dinheiro de emigrantes.No entanto, segundo o secretário-executivo da Cepal, os países daregião deveriam aumentar sua participação no comércio internacional.

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