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AL precisa de avanços sociais para crescer, diz Fórum Econômico

A necessidade de avanços sociais para garantir a democracia e o desenvolvimento econômico na América Latina foi defendida hoje por representantes do México, Argentina e Brasil na cúpula empresarial do Fórum Econômico Mundial, no Rio. A avaliação é que não há como viabilizar uma democracia na região sem redução das desigualdades sociais.O subsecretário de Economia, Comércio e Agricultura dos Estados Unidos, Alan Larson, que participou do painel que suscitou o debate, admitiu que será necessária uma "segunda geração" de reformas nos países latino-americanos. Para ele, é preciso "aumentar o potencial de crescimento das economias, ir além da estabilidade para um crescimento com maior competição na economia mundial".Do ponto de vista social, Larson, ao contrário dos demais colegas de painel, entende que houve avanços na região na década de 90. "É preciso manter os ganhos já obtidos nos anos 90, que não foram perfeitos, mas houve progressos na luta contra a inflação, um dos piores inimigos contra o povo", disse.Mas para o prefeito de Buenos Aires, Anibal Ibarra, esses avanços não ocorreram, pelo menos no seu país. Para ele, a década de 90 foi perdida em termos sociais na Argentina e, na América Latina, houve crescimento macroeconômico, mas "sem benefícios sociais". Ele acredita que "não há viabilidade em democracia apenas formal sem desenvolvimento econômico que se traduza em maior bem-estar para a sociedade".Cobrança socialO executivo mexicano David Konzevik alertou que é irreversível a tendência de crescimento das cobranças sociais da população da região. Seu argumento é que o nível de informação da camada mais pobre da população vem crescendo a passos largos e, com ele, as expectativas de acesso a consumo e outros benefícios disseminados nos meios de comunicação. "O desafio hoje não é vencer as eleições na América Latina, mas ser capaz de fazer as reformas necessárias para aliviar a pobreza", afirmou.Para isso, a participação do setor privado será fundamental, segundo avalia o presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young. Segundo ele, as empresas têm um crescente papel no desenvolvimento de políticas sociais eficientes numa sociedade democrática. Young acredita que as empresas terão que incorporar a responsabilidade social na sua própria gestão e estrutura organizacional. "Estamos entrando no estágio do mercado socialmente responsável, sem mera filantropia", acredita.Segundo ele, hoje no Brasil 59% das empresas privadas estão contribuindo voluntariamente com alguma ação social. "Cada vez mais a solução das crises econômicas passa pelo pacto social. O grau de consciência dos empresários irá determinar o grau possível de avanços nas democracias latino-americanas", disse.

Agencia Estado,

20 de novembro de 2002 | 18h17

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