Alan Garcia pede parceria entre Petrobrás e PetroPeru

O presidente do Peru, Alan Garcia, pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a Petrobrás se torne sócia da PetroPeru. A informação foi dada hoje pelo governador do Acre, Jorge Viana, que participou do encontro entre os dois presidentes.Conforme relato de Jorge Viana, Alan Garcia disse a Lula que o Peru não tem know-how suficiente para explorar petróleo e gás. O governador informou ainda que os dois presidentes acertaram que representantes da Petrobrás deverão ter encontros nas próximas semanas com representantes da PetroPeru. No encontro, do qual participou também o empresário brasileiro Jorge Gerdau, Alan Garcia pediu ainda a Lula que as empresas brasileiras invistam no Peru.Outro assunto discutido na reunião entre os dois presidentes, de acordo com Jorge Viana, foi a possibilidade de acabar com as tarifas aeroportuárias entre Brasil e Peru. O governador informou que a passagem aérea entre Rio Branco e Puerto Maldonado, no Peru, trecho de 40 minutos, custa US$ 60 e a tarifa aeroportuária está definida em US$ 30. "Isso inviabiliza o transporte na região. A proposta discutida por Garcia e Lula prevê o fim dessas tarifas nas áreas de fronteira.Parceria agressivaAntes disso, o presidente Lula havia defendido uma aliança "bem agressiva", do ponto de vista comercial, entre Brasil e Peru. "Não acho que temos de ter uma aliança moderada. Temos de ter uma aliança bem agressiva do ponto de vista comercial para levar o crescimento dos dois países", afirmou ele, ao ser questionado sobre declaração do presidente do Peru, que defendeu uma aliança moderada entre os países da região.Segundo Lula, os dois países têm séculos e séculos de atraso, foram colonizados na mesma época e vítimas da mesma exploração. "Agora, precisamos definir e conquistar de uma vez por todas a independência econômica - uma vez que a independência política já conquistamos há mais de dois séculos - o que acontecerá quando acreditarmos em nós mesmo", pregou.E acrescentou: "quando pararmos de fazermos críticas uns aos outros e percebermos onde está o erro cometido por cada país, por cada governante, para que a gente possa fazer uma forte política social que ajude no desenvolvimento do nosso continente, dos nossos países".

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